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Movimento é puxado por valorização dos papeis da Petrobras, Vale e OGX Petróleo

No mesmo movimento de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) já reverteu a trajetória negativa vista na abertura da jornada. As ações de maior peso sobre o Ibovespa, pertencentes à Petrobras, Vale e OGX Petróleo, estimulam sua valorização, em dia de vencimento de opções sobre ações.

Por volta das 11h10, o índice, que chegou a recuar 0,5% no começo dos negócios, subia 0,27%, aos 61.224 pontos, e girava R$ 1 bilhão. Na BM&F, o Ibovespa futuro, com vencimento em agosto, apresentava alta de 0,41%, com o registro de 62.200 pontos. Na sexta-feira passada, o Ibovespa teve um "respiro", ao avançar 0,29%, aos 61.059 pontos. No mercado de câmbio, o dólar comercial opera em alta de 0,13%, cotado a R$ 1,5990 na venda.

A semana, contudo, foi novamente negativa, com baixa de 2,6%. Nos Estados Unidos, instantes atrás, o índice Dow Jones tinha leve ganho de 0,05% e o Nasdaq subia 0,02%, enquanto o S&P 500 recuava 0,08%. Diante de uma agenda esvaziada de indicadores, o olhar dos investidores continua voltado para a situação econômica grega.

As notícias do fim de semana frustraram as expectativas de analistas, já que a crise continua sem um desfecho. Os países da zona do euro condicionaram a liberação de um novo socorro financeiro à Grécia à aprovação pelo Parlamento de mais medidas de austeridade fiscal, o que adia uma possível solução e reacende os temores de um default.

Internamente, chama atenção a decisão da Moody's de elevar a notas do bônus do governo do Brasil de "Baa3" para "Baa2". Tal movimento levou em consideração o fato de o perfil do crédito soberano ser consistente com as classificações mais altas da faixa "Baa", explicou a agência, em nota. A Moodys citou ainda os ajustes recentes que devem resultar em um cenário macroeconômico mais sustentável e prognósticos de melhores indicadores de crescimento e fiscais no médio prazo. A perspectiva da nota continua sendo positiva.

No campo corporativo, entre as "blue chips" brasileiras, Vale PNA subia, há pouco, 1,26%, a R$ 43,25, enquanto Petrobras PN tinha alta de 0,12%, a R$ 23,27, e OGX ON tinha apreciação de 1,53%, a R$ 14,51. A OGX observou "condições excelentes" de produtividade ao concluir a perfuração do poço horizontal 9-OGX-44HP-RJS, ou Waikiki Horizontal, na Bacia de Campos, e realizar teste de formação.

"Este resultado confirmou as expectativas iniciais em relação à acumulação de Waikiki e ofereceu elementos ainda mais concretos para o desenvolvimento dessa área", afirmou a empresa, em nota. O teste de formação a poço revestido, segundo a OGX, confirmou o potencial produtivo de 40 mil barris por dia de óleo de aproximadamente 23° API.

As principais valorizações do Ibovespa ainda partiam dos papéis das elétricas Cemig PN (2,30%, a R$ 30,69) e Cesp PNB (1,97%, a R$ 30,53), e também das ações Fibria ON (1,59%, a R$ 21,60). Já as maiores baixas pertenciam aos papéis Klabin PN (-0,87%, a R$ 5,67), Eletrobrás ON (-1,67%, a R$ 20,60) e Telemar Norte Leste PNA (-2,04%, a R$ 51,77).

Fora do Ibovespa, as ações PN do Banco Panamericano cediam 2,58%, para R$ 5,65. O BTG Pactual protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedido para realização da oferta pública de aquisição (OPA) das ações preferenciais em circulação do Banco Panamericano. O propósito da operação é comprar até a totalidade das ações do banco em mãos dos minoritários, o que equivale a 63.038.340 papéis PN, ou 56,05% do total das ações preferenciais do banco.

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