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SÃO PAULO - Como tem sido frequente, o "respiro" das bolsas ontem parece ter sido pontual e já não deve se repetir nesta jornada

. Os mercados acionários continuam pressionados pela situação europeia, já que o risco de default da Grécia não sai do foco. Além disso, indicadores econômicos americanos, que têm desapontado ao mostrar uma recuperação que ainda "patina", também têm pesado sobre o humor dos investidores. Nesta quarta-feira, as principais bolsas asiáticas fecharam os negócios divididas. Enquanto os mercados acionários de Hong Kong e de Xangai tiveram perdas, o de Tóquio mostrou valorização. Já na Europa, as bolsas operam no "vermelho" nesta manhã, na mesma direção dos índices futuros americanos e das commodities. A bolsa brasileira deve acompanhar este sentido. Minutos atrás, o Ibovespa futuro de junho cedia 0,98%, para 61.680 pontos. Hoje ocorre o vencimento deste contrato, que será substituído pelo de agosto, e de opções sobre o índice. Tais eventos costumam adicionar volatilidade aos negócios e aumentar o volume financeiro do dia. Ontem, o Ibovespa teve alta de 0,29%, aos 62.204 pontos. O giro foi mais uma vez pouco expressivo, ao somar cerca de R$ 5 bilhões. Já no mercado americano, as bolsas tiveram ganhos acima de 1%. O índice Dow Jones subiu 1,03% e rompeu os 12 mil pontos. O Nasdaq, por sua vez, se apreciou em 1,48% e o S&P 500 teve alta de 1,26%. A agenda do dia reserva dados de inflação ao consumidor, além de indicadores de produção industrial e a variação nos estoques de petróleo e derivados, todos nos Estados Unidos. Na cena europeia, os agentes estão à espera do resultado da votação de novas medidas de austeridade pelo Parlamento grego. Logo cedo, a agência de estatísticas Eurostat apontou que a produção industrial teve alta de 0,2% na zona do euro entre março e abril e registrou elevação de 0,1% na União Europeia, no mesmo período. Em março, a atividade fabril havia ficado estável na região da moeda comum e caído 0,2%, no bloco europeu. Perante o quarto mês de 2010, a produção industrial aumentou 5,2% na região do euro e expandiu-se em 4,7% no bloco europeu. Entre as notícias negativas, a Moody's colocou os ratings de força financeira, de depósito e da dívida de longo prazo dos bancos franceses Crédit Agricole, BNP Paribas e Société Générale em revisão para possível rebaixamento, por causa de sua exposição à crise da dívida da Grécia. No Brasil, a Brasil Foods é o destaque da cena corporativa. Conforme revelou o Valor, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode colocar hoje um ponto final na compra da Sadia pela Perdigão, rejeitando o negócio, ou abrir um novo prazo para negociações com representantes das empresas para que eles ofereçam mais ativos a concorrentes em troca da aprovação. (Beatriz Cutait | Valor)

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