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Europa e Estados Unidos subiram, ainda na expectativa de anúncio de incentivo monetário pelo BC norte-americano

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou estável, com ligeira alta de 0,02%, cotada em 53.795 pontos. O Ibovespa teve uma manhã volátil, e uma tarde negativa. Mas a pressão diminuiu aos poucos, até o fechamento.

Nos Estados Unidos, Dow Jones subiu 1,29% e o Nasdaq, que caía, virou e fechou em alta de 0,88%.

Além disso, os investidores continuam com expectativa positiva sobre novas ações do banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed) para a economia norte-americana. Ná próxima sexta-feira, líderes dos bancos centrais regionais dos EUA se reúnem para discutir a economia, e os investidores esperam que o presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Ben Bernanke, anuncie novas medidas de estímulo monetário.

Ontem, o Ibovespa acompanhou o otimismo de Nova York e fechou com alta de 2,57%, cotado em 53.786 pontos. Com a forte alta de ontem, os investidores tiveram menos ânimos para compras nesta quarta-feira.

Os investidores também avaliaram números da economia norte-americana, que vieram em direções opostas. As encomendas de bens duráveis cresceram 4,0% em julho ante junho nos EUA, para US$ 201,45 bilhões, depois de terem recuado 1,3% em junho na comparação com maio, informou o Departamento de Comércio do país. O porcentual é o dobro do esperado por analistas.

Já os preços dos imóveis residenciais nos EUA recuaram 0,6% no segundo trimestre deste ano em comparação com o primeiro, informou a Agência Federal de Financiamento Imobiliário do país. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, os preços recuaram 5,9%. Apenas em junho, os preços subiram 0,9% ante maio, mas ainda estão 18,8% aquém do pico registrado em abril de 2007.

O rebaixamento da nota de crédito do Japão, que contribuiu para a queda das bolsas asiáticas, também está sendo avaliado pelos mercados globais nesta quarta.

A Moody's anunciou pouco antes da abertura dos mercados asiáticos que cortou o rating do Japão em um grau, para "Aa3", refletindo ação similar da rival S&P e culpando o grande déficit público, os efeitos de catástrofes naturais e o crescimento da dívida do país desde a recessão global de 2009.

O principal índice das ações europeias fechou na máxima em uma semana nesta quarta-feira, movido pelas esperanças de que o chairman do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, possa sinalizar na sexta-feira mais estímulos econômicos.

(Com agências)

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