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A terça-feira foi de pouca volatilidade nos mercados

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou praticamente estável, em ligeira alta de 0,03%, após passar o dia de lado, ou seja, oscilando próxima à estabilidade. O Ibovespa terminou a sessão cotado em 69.959 pontos. O volume financeiro somou R$ 5,47 bilhões. No último pregão, o Ibovespa acompanhou as bolsas internacionais e fechou em alta de 1,83%, cotado em 69.939 pontos.

Novamente, a ligeira tendência de alta esteve em sintonia com as principais bolsas internacionais. No cenário econômico interno, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que a inflação medida pelo Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) desacelerou no mês de março para 0,94%, ante alta de 1,18% apurada em fevereiro.

Nos Estados Unidos, as bolsas abriram com ligeiro avanço. O índice de confiança do consumidor, medido pelo Conference Board, subiu de 46,4 em fevereiro para 52,5 em março. O resultado ficou acima da previsão média dos analistas, que era de avanço para 51. "A confiança do consumidor, que recuou significativamente em fevereiro, conseguiu recuperar parte dessa queda. Entretanto, apesar do aumento neste mês, os consumidores continuam manifestando preocupação com as condições atuais do mercado de trabalho e dos negócios", observou a diretora do centro de pesquisa do consumidor do instituto, Lynn Franco.

Dow Jones fechou em alta de 0,11%, S&P 500 com ganho de 0,05 pontos e Nasdaq com valorização de 0,26%.

Além disso, os preços das casas nos Estados Unidos registraram em janeiro o menor declínio anual em quase três anos, sugerindo que existem áreas de força no mercado imobiliário. O indicador Standard & Poor´s/Case-Shiller para 20 cidades caiu 0,7% na comparação com um ano antes, em uma base ajustada sazonalmente. A leitura do indicador foi de 146,32, quase em linha com as expectativas de alguns analistas.

Europa

Na Europa, foram anunciados o PIB da economia britânica, que avançou 0,4% ao trimestre. A medição anterior mostrava um avanço mais modesto, de 0,3%. "Na comparação anual o quadro é ainda negativo, mas é inegável o movimento de recuperação", dizem os economistas da Gradual em relatório matinal de mercado.

"Este tipo de resultado, modesto na margem mas constante no crescimento, deve ser a tônica neste segundo trimestre onde as bases de comparação estão ligeiramente mais altas dos que nos meses anteriores forçando este tipo de trajetória. As variações anuais, no entanto, vão continuar apresentando 'bons números', num efeito colateral da base depreciada", afirmam.

Ainda no front europeu, a agência de administração da dívida da Grécia está emitindo mais bônus de 20 anos com o objetivo de obter 1 bilhão de euros. O papel, com cupom de 5,9%, vence em 22 de outubro de 2022.

A reabertura dessa operação ocorre um dia depois de a Grécia levantar 5 bilhões de euros com a emissão de bônus de sete anos, primeiro teste para o país depois de líderes europeus revelarem um resgate na semana passada para ajudar Atenas a lidar com sua crise da dívida.

O principal índice europeu de ações encerrou com leve avanço nesta terça-feira, com ganhos no setor de serviços públicos ofuscando a queda de bancos, embora os papéis do UBS tenham avançado por notícias sobre a performance de suas operações ligadas a renda fixa.

Ásia

Os mercados da Ásia apresentaram moderada elevação nesta terça-feira. Fatores locais, como o lançamento do novo índice futuro de ações na China, estenderam os ganhos da véspera.

Na Bolsa de Hong Kong, a influência foram as compras para melhoria de carteira à véspera do fim do primeiro trimestre. O índice Hang Seng subiu 137,36 pontos, ou 0,7%, e terminou aos 21.374,79 pontos.
As Bolsas da China reagiram ainda com otimismo às expectativas dos anúncios dos balanços de 2009. O índice Xangai Composto ganhou 0,2% e encerrou aos 3.128,47 pontos, o maior fechamento desde 22 de janeiro. O Shenzhen Composto subiu 0,6% e terminou aos 1.208,57 pontos.

Dólar

O dólar terminou a terça-feira com discreta variação, refletindo o comportamento do mercado internacional em uma sessão de menor volatilidade. A moeda norte-americana recuou 0,22%, para R$ 1,795. No mês, o dólar agora acumula queda de 0,66%.

Foi uma sessão mais tranquila que as anteriores. Na sexta-feira, o dólar subiu a R$ 1,83 e na segunda-feira teve a maior queda percentual diária desde o início de dezembro, de 1,69%. Nesta terça-feira, embora tenha cedido a R$ 1,791 na abertura, o dólar passou o resto do dia entre o intervalo estreito de R$ 1,795 e R$ 1,799.

(Com Valor Online, Reuters e Agência Estado)

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