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Investidores aguardam ata da última reunião de política monetária do Fed, banco central americano

O mercado acionário brasileiro começou a jornada desta terça-feira em baixa, mas conseguiu inverter o rumo. No início desta tarde, os índices americanos começaram a mostrar recuperação e levaram o Ibovespa a subir mais de 1%.

Investidores estão à espera da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, em meio à expectativa de que novas medidas possam ser adotadas para estimular o país. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) busca a terceira alta seguida, em um mês que permanece com perda acentuada de seu principal índice.

Por volta das 13h, o Ibovespa ganhava 1,01%, aos 55.412 pontos, com giro financeiro de R$ 2,27 bilhões. Em Wall Street, o índice Dow Jones tinha valorização de 0,18%, enquanto o S&P 500 ganhava 0,19% e o Nasdaq subia 0,62%.

Na agenda do dia, destaque para o índice de confiança dos consumidores americanos, divulgado pelo Conference Board, que mostrou forte queda de 59,2, em julho, para 44,5, em agosto. Este é o menor nível desde abril de 2009 e muito abaixo da previsão de 52,0 de analistas.

Na Europa, outra decepção. O índice que mede a confiança de consumidores e empresários na economia da zona do euro recuou de 103,0, em julho, para 98,3, em agosto, o nível mais baixo desde março do ano passado.

Segundo Eduardo Oliveira, da equipe de análise da Um Investimentos, o indicador de confiança americana apenas adiciona pressão sobre alguma ação do Fed para combater a crise. Ele avalia que a semana deve ser de volatilidade para as bolsas, diante da agenda relevante nos Estados Unidos, com destaque para os dados do mercado de trabalho.

No Brasil, as atenções estão voltadas à decisão de política monetária do Banco Central (BC), ainda que o mercado aposte na manutenção da taxa Selic em 12,50% ao ano. Oliveira ressalta ainda que os preços atrativos das ações dão impulso à recuperação da Bovespa neste fim de mês.

Vale lembrar que ajustes mais acentuados costumam ocorrer nestes períodos. Na cena corporativa, a maior parte das ações do Ibovespa opera no "azul", o que inclui as chamadas "blue chips" Vale PNA (0,72%, a R$ 40,06), Petrobras PN (0,34%, a R$ 20,56) e OGX Petróleo ON (1,07%, a R$ 11,28).

As principais valorizações ainda partiam de papéis ligados à cena interna, de construção e consumo. Destaque para B2W ON (5,85%, a R$ 15,90), Klabin PN (4,94%, a R$ 5,31) e Brookfield ON (3,91%, a R$ 6,64).

Além disso, PDG Realty ON subia 5,26%, a R$ 7,60, após elevação de recomendação pelo BTG Pactual. Na direção oposta, as maiores quedas pertenciam às ações Telemar Norte Leste PNA (-1,01%, a R$ 44,05), Copel PNB (-1,32%, a R$ 33,55) e Braskem PNA (-1,48%, a R$ 17,86).

Além disso, Cosan ON cedia 0,97%, a R$ 23,43. Ontem, o governo anunciou a redução de 25% para 20% do percentual de álcool anidro na mistura de gasolina. A medida entra em vigor no dia 1º de outubro.

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