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Bolsa caiu 0,65%, sem estímulo do mercado externo. Moeda norte-americana voltou a recuar, após alta de quarta-feira

Sem estímulo do mercado externo e pressionada pela maior parte dos papéis que compõem seu principal índice, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 0,65%, cotada em 67.662 pontos.

Em Wall Street, as bolsas fecharam de lado. O índice Dow Jones subiu 0,21%, Nasdaq teve alta de 0,08% e S&P500 caiu 0,04%.

No Brasil, a dinâmica do mercado tem se diferenciado por conta do movimento com os papéis da Petrobras, em função da oferta em curso. Nesta quinta-feira, termina o período de reserva para os atuais investidores em ações da empresa, inclusive via FGTS, interessados em participar da megaoferta promovida pela estatal. Esses investidores fazem parte da oferta prioritária, à qual serão destinados 80% dos papéis emitidos.

Todos terão direito a comprar 34% do que possuem em novas ações da oferta prioritária. O que sobrar será destinado à oferta de varejo, que se encerra na próxima quarta-feira (22). Depois de caírem com força essa semana, as ações PN da Petrobras cederam apenas 0,07%, enquanto os papéis ON recuaram 0,27%.

A queda dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos para o menor nível em dois meses ajudou as bolsas norte-americanas a saírem do vermelho nesta quinta-feira.

O governo dos EUA informou que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 3 mil, para 450 mil, após ajustes sazonais, na semana até 11 de setembro. Este é o menor nível em dois meses. A previsão era de crescimento de 9 mil pedidos.

Já o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) do país subiu 0,4% em agosto, pelo segundo mês seguido, puxado pelos custos da energia. O déficit da conta corrente dos EUA, por sua vez, subiu para US$ 123,3 bilhões no segundo trimestre, ante expectativa de saldo negativo de US$ 123,5 bilhões.

Dólar

O dólar retomou a tendência de queda frente ao real nesta quinta-feira, seguindo a orientação do exterior, mesmo com as incertezas sobre uma intervenção mais agressiva do governo. A moeda norte-americana fechou em baixa de 0,64%, a R$ 1,716.

Na véspera, o dólar interrompeu uma série de dez baixas consecutivas para subir 1,11%, em meio a rumores sobre um possível leilão de swap cambial reverso e a comentários do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o uso de mais instrumentos para frear a valorização do real.

A queda nesta sessão ocorreu em sintonia com os mercados internacionais, em que o dólar voltou a perder valor em relação às principais moedas. Na quarta-feira, o Japão vendeu cerca de 2 trilhões de ienes para barrar a queda do dólar frente a sua moeda, o que levou volatilidade ao mercado global. "O mercado não tem motivo para subir. Nós temos uma taxa de juro alta e o dinheiro no mundo está sobrando", disse Moacir Marcos Júnior, operador de câmbio e especialista em hedge da corretora Interbolsa do Brasil.

(com agências)

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