Tamanho do texto

Aversão a risco continua penalizando negócios no Brasil, dizem analistas. Magazine Luiza sobe 0,87% após compra do Baú

selo

A Bolsa de Valores de São Paulo teve um pregão enfadonho, com os investidores pouco dispostos a negociar. A segunda-feira teve o menor volume do mês. Isso, no entanto, não impediu que o índice Bovespa caísse pouco mais de 1%, embora tenha conseguido se segurar no patamar de 62 mil pontos. As blue chips e as siderúrgicas foram destaque negativo, enquanto a maior parte dos bancos terminou no azul.

O Ibovespa terminou o dia com retração de 1,08%, aos 62.022,92 pontos. Na mínima, registrou 62.022 pontos (-1,08%) e, na máxima, os 62.968 pontos (+0,43%). No mês, acumula perdas de 4,02% e, no ano, de 10,51%. O giro financeiro totalizou R$ 4,033 bilhões, o menor desde o desempenho de R$ 1,689 bilhão do dia 30 de maio. Os dados são preliminares.

As ações do Magazine Luiza subiram 0,87%, cotadas a R$ 17,30, apesar da baixa do Ibovespa. A empresa anunciou nesta segunda-feira acordo para aquisição das lojas do Baú da Felicidade , do Grupo Sílvio Santos, por R$ 83 milhões, em uma operação que envolve 121 lojas em São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de 3 milhões de clientes que serão adicionados à base de cartões da rede de varejo. Segundo consultores, Luiza pagou barato pela cadeia de lojas.

A Bovespa acabou operando na contramão das bolsas norte-americanas e das principais europeias, que registraram pequenos ganhos, apesar de a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter rebaixado a nota da Grécia. A agência cortou o rating de longo prazo da Grécia para CCC e disse que a perspectiva para a nota é negativa. O rating de curto prazo foi afirmado em C.

O noticiário corporativo serviu de alento a esses mercados, embora, na Europa, as bolsas dos países periféricos tenham caído em alusão às preocupações com os gregos. Nos EUA, o Dow Jones terminou com ganho de 0,01%, aos 11.952,97 pontos, o S&P-500 avançou 0,07%, aos 1.271,83 pontos, mas o Nasdaq caiu 0,15%, aos 2.639,69 pontos.

Segundo analistas, como seguem no horizonte as mesmas preocupações dos últimos tempos, a aversão a risco é o rumo natural dos investidores, o que penaliza a Bovespa. A queda dos preços das matérias-primas (commodities), neste cenário, é natural, pesando duplamente sobre o mercado doméstico. Na falta de dinheiro novo, os investidores ficam alternando papéis em carteira.

Hoje, os bancos estiveram na ponta positiva - Bradesco PN, +0,10%, BB ON, +0,96%, e Santander unit, +1,77%, mas Itaú Unibanco PN virou para baixo e caiu 0,29% no fechamento -, enquanto Petrobras (-1,79% a ON e -1,64% a PN) e Vale (-1,86% a ON e -1,50% a PNA) ficaram na negativa. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo para junho ficou 2% mais barato, a US$ 97,30 o barril, com receios sobre a demanda global.

Veja também:

Dólar cai 0,56% à espera de números da China

Bolsas europeias sobem com ajuda do setor de telecomunicações

    Leia tudo sobre: bovespa
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.