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Mercado doméstico acompanha a alta de Wall Street após dados mais positivos sobre a economia americana

A exemplo de terça-feira, investidores deixam um pouco de lado as preocupações com a situação europeia e aproveitam para ir às compras nas bolsas americanas e brasileira. A situação grega ainda não mostrou uma solução e as expectativas permanecem voltadas a uma alteração de gabinete pelo premiê George Papandreou, para que ele possa tentar novamente aprovar medidas de austeridade e receber novo socorro externo.

O medo de um contágio da Grécia na região europeia continua a pesar nas bolsas do "velho continente", mas os indicadores econômicos americanos amenizam as perdas. No Brasil, após volatilidade inicial, o Ibovespa defende valorização, estimulado pelas ações da Petrobras e outras ações de empresas ligadas a commodities.

Por volta das 13h50, o índice avançava 0,23%, aos 61.742 pontos, com giro financeiro de R$ 2,6 bilhões. Em Wall Street , o índice Dow Jones tinha valorização de 0,67%, enquanto o S&P 500 subia 0,49% e o Nasdaq tinha apreciação de 0,23%.

Embora a fragilidade americana esteja pesando sobre os mercados nos últimos dias, os agentes assimilam hoje algumas dados mais favoráveis de atividade e trabalho. Os novos pedidos de seguro-desemprego no país recuaram em 16 mil na semana passada, em relação à anterior, para 414 mil.

No setor imobiliário, a atividade de construção de casas nos Estados Unidos aumentou 3,5% de abril para maio, para uma taxa anualizada ajustada sazonalmente de 560 mil unidades. Os alvarás de construção, um indicativo da situação futura do setor, aumentou 8,7% na base mensal, para 612 mil.

Na ponta negativa, a atividade manufatureira da região da Filadélfia enfraqueceu-se em junho. Pesquisa da unidade regional do Fed mostrou que o indicador que mede esse desempenho ficou em -7,7 neste mês, uma inversão da direção tomada em maio, quando se situou em +3,9. Foi a primeira leitura negativa desde setembro do ano passado e o pior registro em 31 meses.

Para o operador do banco Daycoval Bruno Eiras Martins, a bolsa brasileira ganha respaldo nos indicadores americanos, que dão um "refresco" no dia e estimulam a caça às pechinchas. Dentro do Ibovespa, as ações operavam divididas.

Há pouco, as maiores altas partiam de Usiminas ON (2,67%, a R$ 21,53), Sabesp ON (2,62%, a R$ 46,18) e Telesp PN (2,60%, a R$ 45,66). Além disso, Petrobras PN subia 1,41%, a R$ 23,63. A estatal revelou que sua produção média de petróleo e gás natural no Brasil e no exterior ficou 0,6% acima do registrado em abril. O volume somou 2,586 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Considerando apenas a produção no Brasil, o volume de óleo e gás foi de 2,361 milhões de barris, alta de 0,6% sobre abril.

Vale lembrar que a diretoria da Petrobras vai apresentar amanhã uma nova versão do seu Plano de Negócios 2011-2015 ao conselho de administração da companhia.

No "vermelho", os destaques do Ibovespa pertenciam aos papéis ON das empresas de captura de cartões Cielo (-1,46%, a R$ 38,99) e Redecard (-2,08%, a R$ 22,96), além de às ações PN da Brasil Telecom (-2,01%, a R$ 14,62). Vale PNA ainda perdia 0,11%, a R$ 43,22, e OGX Petróleo ON tinha baixa de 0,28%, a R$ 14,11.

Fora do Ibovespa, as units da Renova subiam 5,76%, para R$ 34,30. Matéria do Valor revelou que a Light, que tem a Cemig como sócia-operadora, está concluindo a compra de aproximadamente 50% do capital da Renova Energia, empresa paulista controlada pela RR Participações que detém contratos (PPA, na sigla em inglês), para construir parques geradores de energia eólica totalizando 423 megawatts (MW), além de projetos em várias etapas de maturação, totalizando 1.783 MW. A Light informou desconhecer o assunto.

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