Tamanho do texto

Às 12h45, a Bolsa subia 2,74% e seu principal índice somava 66.928 pontos; dados positivos sobre a China impulsionam o resultado

SÃO PAULO - Os números piores que o esperado do mercado de trabalho americano estão sendo deixados de lado pelos investidores nesta quarta-feira. São os dados da indústria chinesa e do próprio mercado americano que estão ditando o rumo dos negócios iniciais de setembro. No Brasil, o Ibovespa opera em alta desde o início do pregão e sobe mais de 2%, já encostando nos 67 mil pontos. Por volta das 12h20, o índice avançava 2,75%, aos 66.934 pontos.

O giro financeiro estava em R$ 3,2 bilhões. No mercado americano, minutos atrás, o índice Dow Jones subia 2,41%, o S&P 500 se apreciava em 2,74% e o Nasdaq tinha valorização de 2,89%. Inicialmente, o otimismo do mercado ganhou força com a divulgação na China. A atividade no setor manufatureiro voltou a se expandir em agosto, após três meses de desaceleração.

O Índice dos Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) subiu de 51,2, em julho, para 51,7, no mês passado. Nos Estados Unidos, também impulsionou as compras nas bolsas a melhora da atividade manufatureira, que cresceu, em agosto, pelo 13º mês consecutivo. De acordo com o Institute for Supply Management (ISM), o indicador que mede o desempenho desse segmento saiu de 55,5, em julho, para 56,3, em agosto.

Do lado negativo, a ADP, empresa que processa folhas de pagamento e responsável pelo levantamento, revelou que o setor privado americano eliminou 10 mil empregos de julho para agosto, considerando ajuste sazonal. Além disso, o Departamento do Comércio dos EUA informou que o gasto com construção no país caiu 1% em julho, ante junho.

"Tivemos o PMI da China superando as expectativas, assim como o índice da indústria americana. Os dados, somados, trouxeram alívio para o mercado e estimularam um movimento comprador. Chama a atenção o volume expressivo movimentado na Bovespa", comentou o sócio da Beta Advisors, Rodrigo Menon.

Vale lembrar que setembro marca o fim das férias no hemisfério Norte. Menon ressalva, entretanto, que enquanto o processo de capitalização da Petrobras não tiver uma definição, o Ibovespa não deve ter condições para superar os 70 mil pontos.

Ontem, o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que a realização da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) depende do sucesso nas negociações entre a Petrobras e o governo na definição do valor do barril de petróleo, que será usado na cessão onerosa de até 5 bilhões de barris de óleo equivalente para a estatal.

"Marcamos a reunião preventivamente para quarta-feira. Se tivesse tudo fechado, sairia a reunião, senão, marcaríamos de novo para daqui a dois dias", afirmou. No mercado doméstico, minutos atrás, as ações PN da Petrobras subiam 2,91%, a R$ 26,82, com giro de R$ 219,3 milhões, enquanto os papéis PNA da Vale verificavam acréscimo de 3,30%, a R$ 42,80, com volume negociado de R$ 418,4 milhões.

Ainda entre os principais giros do dia, as ações ON da OGX Petróleo subiam 0,09%, a R$ 2,090, com total negociado de R$ 178,7 milhões. A maior parte das ações do Ibovespa operavam no azul, com destaque para as ligadas às commodities. Há pouco, os papéis ON da Fibria subiam 4,91%, a R$ 28,39, enquanto as ações ON da Usiminas ganhavam 4,13%, a R$ 48,05, e Gerdau PN tinha valorização de 4,02%, a R$ 24,30.

Entre as exceções do dia figuravam os papéis Duratex ON (-0,11%, a R$ 17,78), Vivo PN (-0,16%, a R$ 42,13) e Tim Participações ON (-0,28%, a R$ 6,97).

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.