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Com planos ambiciosos de se tornar a maior empresa independente do setor de petróleo e gás no mundo, a HRT Participações em Petróleo estreou nesta segunda-feira no pregão da BM&FBovespa

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Com planos ambiciosos de se tornar a maior empresa independente do setor de petróleo e gás no mundo, a HRT Participações em Petróleo estreou nesta segunda-feira no pregão da BM&FBovespa. "O Brasil, que tem a segunda maior empresa de petróleo do mundo (a Petrobras) e a terceira maior bolsa, começa a ter hoje a maior empresa independente de óleo e gás do mundo", disse o presidente da companhia, Marcio Rocha Mello. Para atingir o objetivo, a empresa - que tem pouco mais de um ano de vida e ainda está em fase pré-operacional - precisa primeiro superar a OGX, do empresário Eike Batista, cujo valor de mercado hoje é mais de dez vezes maior que o da HRT. "Não me preocupo com os concorrentes. É preciso pensar grande", disse Mello, ao ser questionado sobre o assunto. Na cerimônia que marcou a estreia das ações, a empresa quebrou o ambiente formal da BM&FBovespa ao trazer uma escola de samba para o evento. Os executivos da empresa, incluindo o presidente, caíram no samba em meio à bateria, passistas e mestre-sala e porta-bandeira. A reação inicial do mercado, porém, foi bem menos eufórica. Após registrarem pequena alta nos primeiros negócios, as ações da HRT passaram a cair e há pouco eram negociadas a R$ 1.170,00, em queda de 2,50%, com forte volume de R$ 483 milhões. A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da HRT movimentou até R$ 2,624 bilhões - o valor final só será fechado após 30 dias. O preço por ação foi definido em R$ 1.200, no centro da faixa indicativa, que variava entre R$ 1.050 e R$ 1.350. A demanda pelos papéis foi forte e superou a oferta em três vezes, conforme apurou a Agência Estado. "O Brasil nos deu essa oportunidade e o mundo nos acolheu de forma impressionante", disse o executivo, na bolsa. A operação foi destinada exclusivamente a investidores qualificados - que possuem pelo menos R$ 300 mil para aplicar. Segundo fontes de mercado, Rocha também demonstrou muita confiança no potencial da empresa durante a fase de apresentação para investidores (road show). Formada por um grupo de geocientistas e engenheiros ex-funcionários da Petrobras e da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a empresa possui blocos de exploração onshore - localizados em terra - no Brasil e offshore (no mar) na Namíbia. De acordo com avaliação da consultoria DeGolyer & MacNaughton (D&M), as reservas da HRT equivalem a 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). Além de representantes da empresa e dos bancos coordenadores da oferta - Credit Suisse (líder), Goldman Sachs e Citigroup - a cerimônia na bolsa contou com representantes do governo do Amazonas, onde a companhia pretende investir US$ 1,971 bilhão até 2014 na exploração de petróleo e gás na Bacia do Solimões. Um dos atrativos da área, segundo um analista, é a qualidade do óleo produzido, bem superior ao da Bacia de Campos, por exemplo, e a possibilidade levantada pela companhia de haver mais recursos no local do que os estimados pela consultoria D&M. Na Namíbia, no sul da ¿?frica, a empresa espera encontrar condições semelhantes às encontradas na costa brasileira.

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