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Ações trazem bom retorno, mas taxa de desconto é mais alta

“Quem comprou as ações do Grupo X após a crise rachou de ganhar dinheiro”, afirma outro gestor que pede para não ser identificado. “É tudo questão de preço.” Esse gestor tem em sua carteira MMX e OGX e vendeu as da LLX, com o devido ganho embolsado.

Pesquisa feita pela Economática, a pedido do iG, confirma alguns ganhos citados pelo gestor. Desde sua estreia, em julho de 2006, MMX já subiu 285% em Bolsa, ante alta de 97% do Ibovespa. A OGX teve ganho de 47% desde seu lançamento, em junho de 2008, contra valorização de 3,9% do índice no mesmo período. A LLX, por sua vez, subiu 76% (desde julho de 2008), sendo que o Ibovespa teve alta de 23% no período.

Do outro lado estão as quedas de MPX (perda de 51% desde dezembro de 2007 ante alta de 11,3% do índice) e a novata OSX (queda de 11,5% desde 19 de março, ante Ibovespa em alta de 1,6%).

Apesar dos potenciais de alta vistos pelo mercado, vale lembrar que o investimento em projetos possui mais riscos que os de empresas já operacionais. “A taxa de desconto que usamos em OGX é de 14%, ante 9,8% para Petrobras”, diz Andrés Kikuchi, chefe de análise da Link Investimentos. Essa taxa é usada para formar o preço esperado para a ação num determinado intervalo de tempo. Quanto maior o desconto, menor o valor.

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