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Contraf-Cut diz que 5,5 mil unidades pararam no terceiro dia de manifestação. Funcionários querem aumento de 11%

O terceiro dia de greve dos bancários continua atraindo mais funcionários para a paralisação. O número de agências fechadas nesta sexta-feira subiu para 5,5 mil, ou 30% do total, de 18 mil unidades. No fechamento de quinta-feira, eram 4.895 agências paradas, ou 25% do total.

Carlos Cordeiro, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Finaneiro (Contraf-CUT), diz que os funcionários ainda esperam uma contraproposta da Fenaban, pois não consideram justa a proposta feita, de reposição da inflação, de 4,29%. Já a Federação dos Bancos afirma que, desde o início das negociações, deixou claro que não dará o reajuste de 11%.

Segundo ele, a tendência é de adesão maior à medida que o tempo passa e os bancos não apresentam nova proposta aos funcionários. Além do reajuste, os trabalhadores reivindicam valorização dos pisos salariais, medidas de proteção da saúde que incluam o combate a assédio moral e a metas abusivas, além de garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades para todos e mais segurança.

Proposta rejeitada

Em assembleias realizadas na terça-feira (28), os bancários rejeitaram a proposta de 4,29% de reajuste oferecida pelos representantes dos bancos. A Fenaban argumenta que fez a proposta aos trabalhadores na expectativa de uma contraproposta, mas eles não apresentaram um novo patamar e decidiram ir à greve. Já a Contraf-Cut diz que aguarda uma nova proposta dos empregadores.

Em comunicado, a Fenaban reitera que os bancos irão manter as agências abertas. "Diante da radicalização do movimento sindical, que abandonou a mesa de negociações apesar da Federação Nacional dos Bancos ter garantido reposição da inflação a fim de negociar aumento real, a entidade e os bancos manifestam sua firme intenção de adotar todas as medidas legais cabíveis e necessárias para garantir o acesso e o atendimento da população nas agências e postos bancários", afirma a entidade, lembrando que a data da greve coincide com o pagamento de pensionistas e aposentados do INSS.

Segundo o comunicado, "a Fenaban e os bancos respeitam o direito de greve. O que não se pode admitir são os piquetes contratados que barram o acesso da população às agências e postos bancários para impor uma greve abusiva, injustificada, pois a Fenaban aceita discutir reajuste real dos salários e demais benefícios da convenção coletiva, inclusive a participação nos lucros e resultados. Mas não pode aceitar um índice exagerado como o pleiteado pelos sindicatos".

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