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Segundo a confederação que representa os trabalhadores, paralisação já é a maior dos últimos 20 anos

A greve dos bancários entrou nesta quinta-feira em seu nono dia. Os trabalhadores fecharam 8.280 agências nos 26 estados e no Distrito Federal, segundo dados enviados pelos sindicatos até as 18h para a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Esse número representa um aumento de 557 unidades em relação ao dia anterior e ultrapassa em 114% as 3.864 agências paralisadas no início da mobilização, em 29 de setembro. Corresponde a 46% do total de agências do País, que é de 18 mil.

Segundo a Contraf-Cut, a greve já é a maior dos últimos vinte anos, superando a de 2009, quando os bancários paralisaram 7.222 unidades no dia de maior pressão do movimento. A Confederação diz em nota que recebeu nesta quinta-feira carta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em resposta ao documento enviada na segunda-feira, dia 4, pelo Comando Nacional dos Bancários.

De acordo com a Contraf, a carta não apresenta nova proposta, nem marca nova rodada de negociações.A Fenaban vem reiterando que não aceita discutir o reajuste de 11% pedido pelos bancários.

Com isso, a Contraf-CUT encaminhou novo ofício à Fenaban, propondo que marque data, local e horário para que os bancos possam apresentar uma proposta global para acabar com a greve, que já dura nove dias.

Os bancários reivindicam 11% de reajuste, valorização dos pisos salariais, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), medidas de proteção da saúde que incluam o combate ao assédio moral e às metas abusivas, garantia de emprego, mais contratações, igualdade de oportunidades, previdência complementar para todos, fim da precarização via correspondentes bancários e mais segurança. A Fenaban propõe a reposição da inflação, de 4,29%.

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