Tamanho do texto

“A meta é liderar o mercado de fundos de private banking no Brasil em 2 ou 3 anos”, diz presidente da BB DTVM, Carlos Takahashi

Maior gestora de recursos do País, com um patrimônio de R$ 439 bilhões, a BB DTVM quer agora conquistar a liderança do mercado brasileiro de fundos voltados para private banking, segmento que atende clientes com disponibilidade para investir pelo menos R$ 1 milhão.

Em entrevista ao iG , o presidente da asset do Banco do Brasil, Carlos Takahashi revelou que um dos focos de atuação da BB DTVM em 2012 será o varejo de alta renda, segmento para a qual a gestora já está desenhando uma família de fundos. “Nossa meta é liderar esse mercado em dois ou três anos”, afirmou Takahashi, também conhecido no mercado financeiro como Cacá.

Takahashi, presidente da BB DTVM:
Divugação
Takahashi, presidente da BB DTVM: "Queremos liderar mercado de fundos direcionados a private banking no País"
Hoje, a BB DTVM ocupa a sétima posição no ranking de fundos voltados para private banking, com 5,05% de participação nesse mercado. A gestora conta com 65.345 cotistas nesse segmento e administra um patrimônio de R$ 13,2 bilhões.O private banking, lembra Takahashi, é um segmento novo para o banco, que entrou nesse mercado há cerca de sete anos.

"Temos feito um trabalho muito forte nessa área e a expectativa é que esse negócio continue crescendo exponencialmente. Há muita riqueza sendo gerada no País não só nos grandes centros, mas também em regiões como o Nordeste e o Centro-oeste, e nós estamos olhando a classe A com muito interesse. Hoje, já temos produtos customizados para o segmento, mas estamos modelando uma família de fundos específicos a ser lançada ainda este ano”, afirmou o executivo.

 A BB DTVM promete ainda mostrar-se mais agressiva no segmento de clientes institucionais, segundo Cacá. Para tanto, está em fase de estruturação uma família de produtos dedicada exclusivamente a fundos de pensão. “Já estamos bem adiantados na definição desses novos fundos”.

 Em 2012, a asset também deve dar continuidade a seu projeto de internacionalização, que inclui a distribuição de fundos brasileiros em países como Portugal, Japão e Coreia do Sul. O cenário lá fora, no final das contas, é extremamente favorável para nós, diz o principal executivo da BB DTVM. “O nível de rentabilidade dos ativos no hemisfério Norte está muito baixo. São países com taxas de juros próximas a zero e cujas economias estão em processo de recuperação. Seja em renda fixa ou variável, as oportunidades aqui ainda fazem do País um mercado muito atraente”.

Leia também:

O governo Dilma e a nova classe rica

"Procuro desequilibrados", diz fundador da Tarpon Investimentos

Ainda neste ano, devem ser reforçados os investimentos nas operações da América Latina. Além da estreia no mercado institucional do Chile e do lançamento de um fundo na Colômbia, a gestora planeja entrar no Peru. Questionado sobre a meta da BB DTVM para o projeto de internacionalização da gestora em 2012, Cacá diz que se chegarem a algo próximo de R$ 1 bilhão alocado no exterior até o final do ano, “vamos soltar rojão aqui na Praça XV (endereço da sede da BB DTVM, que fica no Rio de Janeiro)”.

“Temos um patrimônio muito grande e, por isso, todo mundo acha que faremos captações fortes quando vamos ao mercado. Mas, nossa expansão por outros mercados será um processo gradual” diz.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.