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Setor teve 22 negócios fechados de janeiro a junho, ante apenas 13 em igual período de 2010, diz KPMG

As fusões e aquisições envolvendo bancos no Brasil cresceram 70% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2010, segundo a Pesquisa de Fusões e Aquisições da KPMG no Brasil. Em 2011, foram realizadas 22 transações, contra apenas 13 finalizadas no ano anterior. Em relação às operações em todos os setores pesquisados, entre janeiro e junho foi atingido o patamar recorde para um primeiro semestre, com 379 transações no país, 8% a mais do que no mesmo período de 2010, quando aconteceram 351 operações.

Com o crescimento de 70%, o setor financeiro deixou a nona posição e alcançou o terceiro lugar no ranking de fusões e aquisições realizadas no país no primeiro semestre do ano. O estudo também mostrou que, em 2011, foram realizadas no segmento de instituições financeiras 14 transações domésticas (de brasileiras adquirindo brasileiras), cinco estrangeiras comprando brasileiras no país, duas brasileiras adquirindo estrangeiras no exterior e uma brasileira adquirindo estrangeira no Brasil.

Segundo Luis Motta, sócio da área de F&A da KPMG no Brasil, as companhias estrangeiras voltaram de forma definitiva ao cenário. “Elas estão apostando na aquisição de companhias brasileiras. Mesmo assim, as brasileiras estão ativas no mercado e promovendo negócios. No geral, a perspectiva para o ano, se mantido o ritmo deste primeiro semestre, é de um novo recorde de operações, acima das 726 transações de 2010, quando foi estabelecida a marca”, afirma.

De acordo com Ricardo Anhesini, sócio de Financial Services da KPMG no Brasil, o crescimento do número de fusões e aquisições mostra que a área tem sido uma das mais ativas na promoção desse tipo de negócio. “Este ano, o segmento ficou atrás apenas de Tecnologia da Informação e Telecomunicações e Mídia”, concluiu.

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