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Fundo prevê que PIB mundial crescerá 4,2% em 2011, queda de 0,1 ponto percentual frente à previsão anterior

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as previsões de crescimento mundial para 2011 e 2012, segundo o último relatório do World Economic Outlook.

De acordo com este documento, cujo conteúdo foi antecipado nesta segunda-feira pela agência italiana "ANSA" e que foi apresentado perante a junta do organismo em 17 de agosto, o FMI prevê um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mundial de 4,2% para 2011 e de 4,3% para 2012, o que supõe um rebaixamento de 0,1 e 0,2 pontos percentuais, respectivamente, frente suas previsões de junho.

As economias avançadas são as que sofreram uma maior perda, indica o texto, enquanto se mantêm as dos países emergentes e em vias de desenvolvimento.

O FMI estima que no total as economias avançadas crescerão 1,8% em 2011 e 2,2% em 2012, o que supõe uma redução de 0,4 pontos percentuais em ambos casos. Para o bloco de países emergentes e em desenvolvimento, as previsões de crescimento se mantêm em 6,6% e 6,4% para 2011 e 2012, respectivamente.

O relatório assinala que, "sobre um cenário de fundo marcado por uma série de debilidades estruturais sem resolver, a economia internacional foi afetada neste ano por grandes impactos: o terremoto e o tsunami no Japão em março, as tensões registradas em alguns países produtores de petróleo e a grande turbulência financeira na zona do euro".

Para as economias avançadas, o FMI espera "uma contínua, embora fraca e desconexa recuperação, a menos que as políticas não sejam reforçadas", ao tempo que estabelece que os principais riscos estão na eurozona e nos Estados Unidos.

Para a zona do euro, o FMI rebaixou as previsões de crescimento em 0,1 pontos percentuais em 2011 e estima que este se situe em 1,9%, enquanto para 2012 prevê um avanço de 1,3%, o que supõe uma redução de 0,4 pontos percentuais em relação às estimativas prévias.

Por outro lado, para os Estados Unidos, a previsão de crescimento se situa em 1,6% para 2011, o que supõe um corte de 0,9 pontos percentuais, enquanto para 2012 prevê um avanço do PIB de 2%, com o que reduz suas próprias estimativas anteriores em 0,7 pontos percentuais.

Sobre a Espanha, o FMI adverte que, da mesma forma que Itália, continua atrás nos níveis de produção em comparação com a maior parte das economias, que alcançaram na primeira metade de 2011 níveis produtivos próximos aos registrados antes da crise.

Por outro lado, para a França, o FMI prevê um crescimento de 1,8% em 2011 e de 1,6% em 2012 (uma revisão à queda de 0,3 pontos percentuais em ambos casos), ao tempo que mantém as estimativas da Alemanha para 2011, com um crescimento de 3,2%, e as reduz frente 2012 em 0,4 pontos percentuais e situa o crescimento em 1,6%.

No caso da Itália, o FMI acredita que seu PIB crescerá 0,8% em 2011, o que significa 0,2 pontos percentuais a menos, e para 2012 o situa em 0,7% (0,6 pontos percentuais menos).