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A virada ocorreu por causa da segunda-feira passada, quando o BC registrou a entrada líquida de US$ 2,346 bilhões

A entrada de dólares no país aumentou na semana passada, compensando as saídas vistas na primeira parte do mês e recompondo a posição de câmbio dos bancos, mostraram dados do Banco Central nesta quarta-feira. Até o dia 26, o saldo positivo do fluxo cambial era de US$ 1,530 bilhão. Uma semana antes, o país ainda via saldo negativo de US$ 2,345 bilhões.

A virada ocorreu por causa da segunda-feira passada, quando o BC registrou a entrada líquida de US$ 2,346 bilhões, principalmente no segmento financeiro.

Naquela sessão, cinco profissionais em bancos e corretoras haviam relatado à Reuters um ingresso mais intenso de recursos, ao que atribuíram a queda de 1,17% do dólar naquele dia, para R$ 1,779.

Segundo o BC, o país tinha até o dia 26 superávit de US$ 1,954 bilhão em operações comerciais, e déficit de US$ 424 milhões nas operações financeiras.

O BC informou também a compra de US$ 2,815 bilhões em leilões com liquidação em março, até dia 26. O dado representa um acréscimo de aproximadamente US$ 400 milhões em relação ao acumulado até a semana anterior.

A entrada de recursos a um ritmo muito mais intenso que as compras da autoridade monetária inverte uma tendência vista no começo do mês e volta a deixar os bancos com sobra de moeda estrangeira. Com base nos números do BC, os bancos tinham no dia 26 aproximadamente US$ 800 milhões em posições compradas à vista na moeda norte-americana.

No dia 18, as instituições financeiras tinham US$ 3,356 bilhões em posições vendidas na divisa norte-americana.

De acordo a opinião de profissionais de mercado ao longo do mês, os bancos venderam dólares ao BC no começo de março já antecipando que uma série de operações no mercado de capitais aumentaria o ingresso de moeda estrangeira.

O próprio diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Luiz Mendes, disse na segunda-feira que as instituições financeiras se antecipam ao movimento de fluxo. Ele afirmou ainda que "em uma perspectiva de longo prazo, as atuações do BC procuram acompanhar o fluxo".

"A meta que se persegue é tentar retirar da economia um eventual excesso ou escassez de dólares", explicou.

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