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Para Deutsche Bank e Bank of America, reunião de hoje acontece muito cedo para que o BC dos EUA tome medidas drásticas

Economistas e analistas estão céticos em relação à possibilidade de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) anunciar nesta terça-feira medidas concretas de estímulo à economia do país. Mesmo com o ceticismo, todos estão atentos para qualquer sinal a ser emitido pelo Comitê de Política Monetária do Fed (FOMC), que se reúne nesta terça.

“O encontro acontece muito cedo para que sejam tomadas medidas que alterem a política monetária. As quedas nos mercados de ações certamente estarão no centro das atenções dos oficiais do Federal Reserve [Fed], mas eles sabem que precisam ter cuidado para não elevar o sentimento pessimista,” afirma o Bank of America Merrill Lynch (BofA) em relatório.

Os economistas do Deutsche Bank concordam. Em relatório divulgado nesta terça-feira, afirmam que a reunião do Fed não será acompanhada por um discurso do presidente do banco central norte-americano, Bem Bernanke, ou por coletiva de imprensa, o que indica que o encontro não deverá resultar em grandes mudanças. “Ele [Bernanke] deve adiar seu discurso até a Cúpula anual de Jackson Hole, que acontece em 26 de agosto.”

Os economistas acreditam que o que pode acontecer é que os oficiais do banco central norte-americano adiem a alteração dos juros do país. O Bank of America Merrill Lynch diz que o prolongamento da atual postura monetária, apesar de ser “controverso” entre os membros do comitê, é “fácil de ser implementado.” O Deutsche Bank tem a mesma opinião e acrescenta que a manutenção da taxa atual de juros por mais tempo terá um impacto mínimo no mercado, “uma vez que já são esperadas as taxas nos níveis atuais por um período indefinido.”

A ata da reunião que acontece nesta terça-feira será divulgada na próxima semana e, na visão do BofA, os oficiais do governo devem reconhecer que o cenário de curto prazo é de fraqueza da economia e do mercado de trabalho e de queda de preços de ações. “Ao mesmo tempo, devem tentar amenizar o medo em relação à recessão, afirmando que já há uma acomodação política para apoiar um crescimento mais forte nos próximos trimestres,” afirmam os economistas.

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