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Discurso do presidente do Fed desanimou ao não dar indícios de uma nova rodada de estímulos econômicos

Nos minutos finais de negociação, as bolsas americanas reverteram o que seria o primeiro avanço em cinco dias e voltaram a fechar no vermelho nesta terça-feira. O discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Ben Bernanke, foi responsável por disparar a última queda.

O índice Dow Jones recuou 0,16%, para 12.071 pontos; o Nasdaq perdeu 0,04%, para 2.702 pontos; e o S&P 500 caiu 0,10%, para fechar em 1.285 pontos. No discurso a uma plateia de banqueiros em Atlanta, Bernanke não deu qualquer sinal de uma nova rodada de estímulos econômicos, ainda que a recuperação permaneça lenta.

A afirmação do presidente do Fed de que, apesar dos recentes sinais de desaceleração, a economia deverá voltar a crescer em um ritmo mais intenso no segundo semestre não foi capaz de animar o mercado. O discurso de Bernanke reverteu os ganhos iniciais, baseados, principalmente, em considerações de que a trajetória recente de queda teria tornado as ações baratas demais, em um momento propício para compra.

Também nesta terça-feira, o Fed divulgou que o crédito ao consumidor americano cresceu em abril, no sétimo avanço consecutivo. O incremento foi de US$ 6,25 bilhões, acima da expectativa de US$ 5 bilhões, mas o indicador recebeu pouca atenção diante do discurso de Bernanke.

No cenário coorporativo, a Cisco, a Hewlett-Packard (HP) e o Bank of America lideraram as perdas do Dow Jones. Em sentido contrário, os papéis da Ford subiram cerca de 1% depois que a companhia anunciou que planeja aumentar a produção em 50% até a metade da década, com foco em veículos pequenos e mercados emergentes.

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