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Ministro disse, no entanto, que novas medidas poderão ser tomadas se governo detectar abusos no caso de aplicadores em derivativos

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou hoje que o setor exportador não será afetado caso o governo decida elevar ainda mais a alíquota de IOF incidente no mercado de derivativos. "Estamos pensando em como fazer com que o exportador não pague", disse, referindo-se à medida anunciada no final do mês passado e que libera o governo para aplicar uma alíquota de até 25% no mercado financeiro. "Não queremos que ele (exportador) pague nem o 1%, vamos corrigir", adiantou.

Mantega afirmou que, caso a equipe econômica decida aumentar a alíquota mais uma vez, o exportador será compensado. Isso não é uma tarefa tão difícil, conforme o ministro, porque é possível separar o investidor residente do não residente. Ele enfatizou também que o exportador se beneficia quando essas medidas adotadas pelo governo repercutem no câmbio. "Queremos reduzir o custo para indústria, é fundamental. O governo tem programas nesse sentido", considerou.

Mantega explicou que, quando o governo decidiu pela elevação da alíquota de IOF sobre o mercado de derivativos, a opção foi por uma medida "horizontal", que atingisse todos os segmentos, porque o mercado financeiro consegue agir rapidamente e se desviar dessas imposições tributárias. "Quando fechamos uma porta, o mercado abre outra", ilustrou. "Agora vamos flexibilizar", adiantou.

Segundo o ministro, no entanto, novas medidas poderão ser tomadas se o governo detectar abusos no caso de aplicadores em derivativos. "Não queremos penalizar o investidor que faz o hedge legítimo", disse.

Reservas

O ministro da Fazenda afirmou, em audiência no Senado, que a crise internacional aumentou a pressão sobre o custo da manutenção das reservas internacionais brasileiras. "Há uma pressão forte nas reservas por causa dessa diferença de juros (entre Brasil e países avançados), que se alargou com a crise", disse. Por isso, repetiu Mantega, seria "muito salutar baixar os juros" no Brasil para reduzir os custos das reservas. "Não devemos abrir mãos das reservas, e vamos reduzir os custos", disse.