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As principais Bolsas europeias fecharam em alta, na sua maioria, com as ações do setor de matérias-primas ganhando terreno depois que o dólar recuou em relação às principais moedas, refletindo o apelo modesto dos ministros das Finanças do Grupo dos 20 (G-20) no final da semana pelo fim das desvalorizações competitivas nos mercados de câmbio

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As principais Bolsas europeias fecharam em alta, na sua maioria, com as ações do setor de matérias-primas ganhando terreno depois que o dólar recuou em relação às principais moedas, refletindo o apelo modesto dos ministros das Finanças do Grupo dos 20 (G-20) no final da semana pelo fim das desvalorizações competitivas nos mercados de câmbio. O índice Europe Stoxx 600 avançou 0,67 pontos (0,25%) e fechou a 267,42 pontos.

Parte do otimismo foi temperado pelo relatório da Moody's que centrou foco nos "empréstimos problemáticos" da Espanha, que alcançaram a cifra de 102,5 bilhões de euros até agosto, de acordo com dados do banco central espanhol. Esses empréstimos ameaçam potencialmente o rating da dívida das instituições financeiras do país, afirmou a agência de classificação de risco numa nota de pesquisa.

O índice FT-100 da Bolsa de Londres terminou o dia em alta de 10,61 pontos (0,18%), a 5.751,98 pontos, conduzido pelos ganhos das ações das mineradoras. Antofagasta avançou 4,10%, Kazakhmys subiu 3,53% e Xstrata ganhou 2,68%. Burberry registrou alta de 3,22%, com o crescimento da especulação sobre aquisições no setor de artigos de luxo - o grupo LVMH Moet Hennessy Louis Vuitton comprou uma participação de 17,1% na concorrente Hermès International.

Na mão contrária, o Lloyds Banking Group perdeu 5,36%, depois que os analistas do Credit Suisse cortaram o preço-alvo de 12 meses para o banco para 79 pence, de 87 pence, dizendo que inúmeras questões podem conduzir as ações da instituição para baixo no curto prazo, incluindo o impacto potencial da queda dos preços imobiliários no Reino Unido.

Em Frankfurt, o índice Xetra DAX ganhou 33,37 pontos, ou 0,51%, para 6.639,21 pontos, após ter registrado uma nova máxima neste ano de 6.660,79 pontos. Os papéis da Volkswagen subiram 6,81%, com o anúncio da montadora na última sexta-feira de que seu lucro e receita tiveram uma forte alta nos nove primeiros meses do ano. Hochtief ganhou 2,1%, após notícias de que o Qatar pode comprar uma participação na companhia.

Na Bolsa de Paris o índice CAC-40 subiu 1,46 pontos (0,04%), a 3.870,00 pontos, impulsionada pela alta de 2,38% das ações da LVMH, após a empresa anunciar a compra de uma participação na Hermès. No entanto, o ganho do índice foi afetado pelo declínio das ações da EADS, que sofreu com a queda do dólar, disseram traders. Os papéis da companhia perderam 1,84%.

O índice Ibex-35, na Bolsa de Madri, fechou em queda de 54,50 pontos (0,50%), aos 10.870,30 pontos, atingindo pelo recuo dos papéis do setor bancário, que se seguiu à declaração da Moody's de que o aumento dos "empréstimos problemáticos" no sistema bancário de Espanha pode ameaçar o rating de crédito das instituições financeiras. Santander recuou 1,86%, BBVA perdeu 1,17% e Banco Popular cedeu 1,31%.

O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, caiu 101,18 pontos (0,47%) e fechou em 21.435,03 pontos, puxado pela forte liquidação das ações do setor bancário, em meio aos temores de que essas instituições vão cortar os dividendos ou diluir ativos. Banco Popolare caiu 5,59%, Monte dei Paschi recuou 3,41% e Intesa Sanpaolo cedeu 2,63%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 fechou com ganho de 55,42 pontos (0,70%), a 7.986,00 pontos. As informações são da Dow Jones.

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