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Etado argentino enviará um comunicado formal às bolsas de Nova York e Londres

O chanceler da Argentina, Hector Timerman, divulgou hoje o mapeamento dos investimentos internacionais na prospecção e exploração de petróleo nas ilhas Malvinas, ou Falklands. Segundo Timerman, o estado argentino enviará um comunicado formal às bolsas de Nova York e Londres para que as empresas negociadas neste centros informem se alertam seus investidores de que realizam operações econômicas em um território com soberania contestada.

A Argentina disputa a posse das ilhas com o Reino Unido. As ilhas são colônias britânicas desde 1833. Sanções legais e administrativas do governo argentino poderão ser tomadas contra as cinco empresas petroleiras que estão explorando a área. "Os órgãos reguladores destas bolsas são rigorosos contra empresas que não alertam investidores de riscos que correm", afirmou o ministro.

O Reino Unido encontrou petróleo nas ilhas em dezembro de 2010, depois de quinze anos de prospecção, mas ainda não existe exploração comercial. As empresas petroleiras são a Rockhopper, que tem entre seus acionistas os bancos UBS, Credit Suisse, Société Générale, Barclays e HSBC.

Esta última empresa foi a descobridora do petróleo. Também está nas ilhas Falklands, que conta em seu capital com JP Morgan, Allianz e Barclays. A Borders & Southern está perfurando poços e é composta por acionistas como UBS, JP Morgan e Allianz. Duas outras empresas, Desire e Argos, estão sem atividade no momento.

Segundo o relatório do governo argentino, as petroleiras conseguiram financiamentos do Royal Bank of Scotland e Lloyds TSB, entre outras instituições, e suas ações são recomendadas pela Merrill Lynch e pela Goldman Sachs, entre outras empresas de análise de risco. Mas Timerman descartou impor sanções a qualquer destas empresas em território argentino.

A medida é mais uma na sequência da ofensiva que a Argentina realiza para repor o tema em discussão desde dezembro do ano passado, quando conseguiu que o Mercosul proibisse o atracamento nos portos de navios com a bandeira da colônia. Segundo Timerman, "este governo não vai deixar passar um só dia sem desenvolver alguma ação sobre este tema, que é uma obrigação de nosso mandato".

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