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Direct Edge espera autorização da Comissão de Valores Mobiliários para abrir novo espaço de negociações

As empresas listadas na BM&FBovespa podem ganhar outra plataforma eletrônica de negociação no Brasil no próximo ano. A Direct Edge, operadora do mercado de ações nos Estados Unidos com mais de 800 membros, tem planos de criar uma nova Bolsa de Valores com sede no Rio de Janeiro, a Direct Edge Brasil. Se a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovar o pedido, a operação deve começar no 4º trimestre de 2012.

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A proposta da Direct Edge é entrar no mercado brasileiro para trazer competitividade com melhor eficiência e menor custo, dentro da legislação brasileira. Para isso, contratou os serviços de dois escritórios de advocacia. A nova bolsa terá um CEO brasileiro, cujo nome ainda não foi escolhido. A Bolsa de Valores do Rio de Janeiro foi incorporada pela Bovespa em 2002.

“Estamos encorajados porque o mercado brasileiro de valores tem avançado muito nos últimos 15 anos, e a economia brasileira é uma das que crescem mais rápido no mundo. Queremos atender às demandas de nossos clientes e dos investidores do mercado com uma segunda bolsa no país, que leva inovação e melhoria de preços”, disse William O’Brien, CEO da Direct Edge.

A empresa norte-americana está avaliando todas as opções disponíveis para a liquidação e custódia dos títulos, com o objetivo de minimizar o risco do mercado brasileiro. Com sede na cidade de Jersey, em Nova Jersey (EUA), a Direct Edge é operada por um consórcio que inclui International Securities Exchange, Knight Capital Group, Inc., Citadel Derivatives Group, Goldman Sachs Group e o J.P. Morgan.

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