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Captações no mercado de capitais local somaram R$ 12,7 bilhões em janeiro e fevereiro

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As emissões com esforços restritos, vendidas a poucos investidores, dominaram as operações no mercado de capitais brasileiro nos primeiros dois meses do ano. As captações no mercado de capitais local somaram R$ 12,7 bilhões em janeiro e fevereiro, dos quais R$ 10 bilhões (cerca de 80%) foram feitas com esforços restritos, de acordo com dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Nos dois primeiros meses do ano passado foram captados R$ 12,6 bilhões.

Em fevereiro, dos R$ 3,9 bilhões captados no mercado de capitais, R$ 2,9 bilhões foram operações com esforços restritos. Além de debêntures, foi captado R$ 1,4 bilhão em fundos de recebíveis nos primeiros dois meses do ano e R$ 1 bilhão em certificados de recebíveis imobiliários (CRI). Nesta última modalidade, houve queda de 71,6% nas operações ante o mesmo período de 2011.

Somente em debêntures com esforços restritos (emissões feitas pela instrução 476), foram levantados R$ 7 bilhões no ano, em 19 emissões. Em fevereiro, foram captados R$ 2,5 bilhões. Outro instrumento bastante usado foram as notas promissórias, com R$ 2,9 bilhões captados.

Entre empresas que lançaram notas ou debêntures com esforços restritos estão Claro, Andrade Gutierrez e Cemig Geração e Transmissão. Das emissões de debêntures com esforços restritos, 60% são feitas por companhias fechadas.

As empresas estão conseguindo captar com prazos mais longos este ano. Nas operações feitas em janeiro e fevereiro, o prazo médio das debêntures está em 5,7 anos, ante 5,2 anos no mesmo período de 2011.

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