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Média diária das concessões indica aumento da oferta no mês em relação a janeiro, mas nível ainda é inferior ao do fim de 2011

O relatório de crédito divulgado nesta terça-feira pelo Banco Central mostrou retomada moderada nos empréstimos bancários em fevereiro. O estoque total voltou a subir após queda em janeiro e a média diária das concessões indica que houve aumento da oferta de crédito novo no mês em relação a janeiro, levando-se em conta os recursos de livre aplicação pelos bancos.

Foram concedidos, em média, R$ 8,974 bilhões por dia útil, volume 9% superior ao de janeiro. O ritmo, contudo, ainda encontra-se abaixo dos níveis vistos em novembro (R$ 9,748 bilhões) e dezembro (R$ 9,333 bilhões).

Já o estoque total de operações de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 2,03 trilhões, um avanço de 0,4% - considerado ainda bastante modesto –, depois da queda de 0,2% registrada em janeiro.

Para se ter uma ideia da tendência mais fraca, se for considerado o acumulado em 12 meses, o crescimento foi de 17,3% até fevereiro, o que representa desaceleração em relação à alta de 18,4% observada em 12 meses até janeiro.

Olhando os números de forma segmentada, o estoque avançou 0,7% no caso das pessoas físicas e fechou o mês em R$ 958,9 bilhões. Em 12 meses, as operações com as famílias subiram 20,4%, taxa próxima à verificada em 12 meses até janeiro (de 21%).

No caso das empresas, o saldo ficou estável em R$ 1,075 trilhão. Em 12 meses, houve crescimento de 14,6%, ritmo mais fraco que o de 16,1% visto em 12 meses até janeiro.

Juros

Ainda de acordo com os dados do Banco Central, a taxa média de juros cobrada nas operações referenciais de crédito do sistema financeiro, que inclui quase todo o crédito livre, subiu 0,1 ponto percentual entre janeiro e fevereiro, atingindo 38,1% ao ano.

A alta foi somente para as operações direcionadas às pessoas físicas, cujo custo subiu 0,3 ponto percentual no mês passado, para 45,4% ao ano. Para as empresas, a média caiu de 28,7% para 28,6% ao ano.

Inadimplência

A taxa de inadimplência considerando operações com atraso há mais de 90 dias manteve-se em 5,8% em fevereiro. O número é o mesmo do mês de janeiro, depois de revisão do BC. Inicialmente, o BC tinha divulgado inadimplência de 5,6% no primeiro mês do ano.

No segmento de pessoas físicas, a taxa de atrasos ficou inalterada em 7,6%, enquanto nos empréstimos e financiamentos referenciais a empresas, a inadimplência continuou em 4,1%.

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