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Mercado aguarda a ata do Copom, que deve ajudar a formar as expectativas quanto aos próximos passos da autoridade monetária

O mercado de juros futuros começou a semana com pouca oscilação de preço e baixo volume negociado. Sem indicadores relevantes na agenda, os agentes operam no aguardo da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai na quinta-feira e deve ajudar a formar as expectativas quanto aos próximos passos da autoridade monetária.

Segundo o sócio-gestor da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o mercado está bem acomodado, colocando no preço mais uma elevação de 0,25 ponto percentual no encontro de julho do Copom. Para Petrassi, a ata deve deixar clara essa intenção do BC em subir a taxa mais uma vez. A dúvida fica para agosto, conforme parte do mercado acredita na necessidade de mais elevações, enquanto outro grupo aponta que 12,50% é o necessário para garantir a convergência para da inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.

Cabe lembrar que uma terceira corrente aposta que o aperto da semana passada, que trouxe a Selic para 12,25%, foi o último do ciclo. O gestor está mais inclinado a pensar em duas elevações (julho e agosto), pois dessa forma o BC afasta os riscos de sofrer com uma reversão de quadro até o fim do ano. Petrassi também ressalta que o cenário está convergindo da forma traçada pelo BC, com a cena externa indicando menor crescimento, o governo entregando superávit e a inflação de curto prazo recuando com força. De fato, as coletas privadas seguem mostrando IPCA com leve variação negativa no decorrer do mês de junho.

Antes do ajuste final de posições na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho de 2011 apontava alta de 0,01 ponto percentual, a 12,13%. Outubro de 2011 marcava queda de 0,01 ponto, a 12,30%. E janeiro de 2012, o mais líquido do dia, diminuía 0,02 ponto, a 12,39%.

Entre os contratos mais longos, janeiro de 2013 mostrava estabilidade a 12,47%. Assim como janeiro de 2014, que projetava 12,35%. Janeiro de 2015 perdia 0,02 ponto, a 12,31%. Janeiro de 2016 projetava 12,24%, alta de 0,01 ponto. E janeiro de 2017 valia 12,14%, também alta de 0,01 ponto. Até as 16h10, foram negociados 398.677 contratos, equivalentes a R$ 35,26 bilhões (US$ 22,12 bilhões), queda de 40% sobre o registrado no pregão anterior. O vencimento janeiro de 2012 foi o mais negociado, com 114.869 contratos, equivalentes a R$ 10,76 bilhões (US$ 6,75 bilhões).

Na agenda do dia, o Focus não fez preço. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) esperado para o ano cedeu de 6,22% para 6,19%, sexta semana seguida de baixa. Mas para 2012, a mediana subiu de 5,10% para 5,13%. A inflação projetada em 12 meses permaneceu em 5,04%. O crescimento estimado do Produto Interno Bruto (PIB) cedeu de 4% para 3,96% em 2011. E em 2012, o avanço deve ser de 4,10%, sem alteração em comparação com a pesquisa passada. A Selic de 2011 segue em 12,50% pela sexta semana, e a de 2012 permanece em 12,25%, pela quinta semana. O câmbio no encerramento do ano mostrou queda marginal de R$ 1,61 para 1,60%. Olhando 2012, a taxa estimada é de R$ 1,70.

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