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Banco iniciou operação própria no segmento em março e em seis meses credenciou 75 mil estabelecimentos, 25% da meta para 2012

O banco Santander faturou R$ 600 milhões com cartões de crédito nos primeiros seis meses de operação no novo segmento, em que atua em parceria com a empresa de captura das informações GetNet. Segundo dados divulgados pelo banco, no crédito, a receita somou R$ 400 milhões, enquanto o débito respondeu por R$ 200 milhões.

“A operação está em um ritmo positivo”, classifica Carlos Galan, vice-presidente do Santander no Brasil. Nessa primeira fase, diz ele, o produto está mais voltado para pequenas e médias empresas. O banco lançou sua operação de cartões em março deste ano, de olho na abertura de mercado. O produto oferecido é o Santander Adquirência Conta Integrada, que une a operação de cartão com conta corrente e crédito ao comerciante.

Nos números divulgados quanto ao faturamento, seis meses referem-se a operações com a bandeira Mastercard e os dois finais também com a bandeira Visa. Nos seis meses de operação, o banco credenciou 75 mil estabelecimentos. Segundo Galan, esse total representa 25% da meta de 300 mil até 2012, traçada no planejamento do produto. As novas contas abertas por conta do produto somaram 15 mil no período, 10% do total planejado, de 150 mil. “Esperamos que no futuro este seja um dos produtos mais importantes do banco”, afirma o vice-presidente.

Balanço

O Santander divulgou hoje o balanço do seu terceiro trimestre. O lucro líquido do banco foi de R$ 1,935 bilhão no período, com alta de 31,4% sobre o R$ 1,472 bilhão de julho a setembro do ano passado. Os dados são em IFRS, as regras de contabilidade internacional.

A carteira de crédito total, pelo mesmo critério contábil, chegou ao final de setembro em R$ 154 bilhões, com alta de 15,8% sobre o mesmo mês de 2009. Na comparação anual, a carteira para grandes empresas somou R$ 43,46 bilhões, com crescimento anual 24%.

A carteira para pequenas e médias empresas, que o banco passou a tratar como prioritária, na visão de Galan, subiu 14,7%, chegando a R$ 35,77 bilhões. O Santander não faz previsões, mas o executivo diz esperar que o crédito tenha expansão de 18% a 19% em 2011, citando números da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).

O crédito consignado foi uma das linhas que mais cresceu dentro da carteira do banco, com expansão de 40,8% na comparação com setembro de 2009, para R$ 13,5 bilhões, parte com a compra de carteira de terceiros. No crédito imobiliário, o Santander chegou ao final do trimestre com uma carteira de R$ 11,2 bilhões, 30,7% acima do ano passado. Para as pessoas físicas, o total financiado em imóveis nos nove meses foi de R$ 6,1 bilhões, 22,6% acima de setembro do ano passado.

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