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SÃO PAULO - O pregão de sexta-feira teve seus momentos de instabilidade, mas terminou de forma positiva para os mercados externos, com valorização nas bolsas de valores e no preço das commodities. Em Wall Street, os investidores ameaçaram correção, mas, como observado nos últimos dias, os compradores fizeram valer sua vontade no final do dia. Com isso, o Dow Jones completou quatro pregões seguidos de alta e teve a melhor semana desde julho de 2009.

O índice encerrou a jornada com valorização de 0,58%, aos 10.198 pontos. Na semana, o ganho acumulado foi de 5,3%. Já o S & P 500 teve acréscimo de 0,72%, apontando 1.077 pontos. E o Nasdaq se valorizou 0,97%, para 2.196 pontos. Nos quatro pregões da semana passada o S & P subiu 5,4% e a bolsa eletrônica avançou 5%. Os papéis brasileiros negociados em Nova York também tiveram valorização. O Dow Jones Brazil Titans, que lista as 20 ADRs brasileiras mais negociadas, encerrou com valorização de 1,55%. Tal alta abre espaço para uma correção para cima nos preços dos ativos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira, quando os negócios serão retomados depois do feriado. Entre as ADRs que mais subiram estão Gol, Vale e Gerdau. O dia também foi positivo para as bolsas na Europa. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,54%, para 5.133 pontos; o alemão DAX terminou aos 6.065 pontos, com alta de 0,49%; e o CAC-40, de Paris, avançou 0,46%, para 3.554 pontos. Declarações do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, contribuíram para os ganhos do dia. Trichet, disse não concordar com a ideia de que a redução nas despesas públicas na Europa vai afetar a recuperação econômica. Para a autoridade monetária, ainda há muito a ser feito e os governos precisam avaliar com cuidado cortes em suas despesas. "A consolidação fiscal e o crescimento não são excludentes", observou. A melhora nas bolsas não se refletiu no mercado de câmbio europeu. O euro acabou cedendo espaço para o dólar, mas ainda defendeu a linha de US$ 1,26. Entre as commodities, o contrato de petróleo tipo WTI para agosto terminou a US$ 76,09 o barril, com alta de US$ 0,65, enquanto o vencimento de setembro avançou US$ 0,60, para US$ 76,63. Já em Londres, o Brent de agosto ficou em US$ 75,42, com ganho de US$ 0,71, e o contrato para setembro fechou valendo US$ 75,65, com alta de US$ 0,63. No mercado local, apesar do feriado em São Paulo, que manteve Bovespa e BM & F fechadas, aconteceram negócios com dólar comercial. As transações ocorreram entre as mesas dos bancos. O dólar comercial fechou o dia valendo R$ 1,759 na compra e R$ 1,761 na venda, baixa de 0,11% ante o último fechamento. Esta é a menor cotação desde 3 de maio, quando a moeda valia R$ 1,732. Na semana, a divisa americana perdeu 0,96%. Já no mês, a moeda acumula baixa de 2,38%. Relembrando, a Bovespa encerrou a quinta-feira com leve alta de 0,30%, aos 63.476 pontos. O giro financeiro atingiu R$ 5,636 bilhões. (Eduardo Campos | Valor)

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