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Ontem o Dow Jones fechou no maior nível desde dezembro de 2007

As bolsas nova-iorquinas apresentavam leve alta no início dos negócios hoje após terem fechado com fortes ganhos no pregão de ontem, graças a sinais melhores sobre a economia americana compartilhados pelo Federal Reserve (Fed, o banco central do país) e ao alívio trazido pelos testes de estresses dos bancos dos Estados Unidos. Dow Jones e Nasdaq, às 10h48, subiam 0,14% e 0,20%, respectivamente

Ontem, o Dow Jones fechou em alta de 1,68%, em 13.177,68, o maior nível desde dezembro de 2007, ou seja, antes da estourar a crise de 2008. O S&P 500 fechou em 1.395,95 pontos, nível mais alto desde junho de 2008. O Nasdaq avançou para 3.039,99 pontos, o maior patamar desde novembro de 2000.

A reunião de política monetária de ontem do Fed não trouxe mudanças, como já era esperado pelo mercado, mas mostrou a percepção de um contínuo crescimento, ainda que moderado, da economia americana nos próximos trimestres. Por outro lado, o comitê observou que a taxa de desemprego segue elevada e os riscos para baixo ainda são "significativos". Isso serve para reforçar a promessa do banco central americano de não subir os juros, que desde dezembro de 2008 estão na faixa de 0% a 0,25%, até pelo menos o final de 2014.

Foi divulgado hoje que o déficit em conta corrente dos Estados Unidos subiu no quarto trimestre de 2011 para US$ 124,1 bilhões, o maior nível em três anos, refletindo exportações menores e desaceleração de investimentos estrangeiros em dólar. A previsão de economistas era de déficit de US$ 115 bilhões no quarto trimestre. Em 2011, o déficit em conta corrente recuou para 3,1% do PIB, de 3,2% em 2010.

Outro dado, o índice de preços das importações, mostrou avanço de 0,4% em fevereiro ante janeiro, menos do que a alta esperada de 0,7%. Na comparação anual, a alta foi de 5,5%. Já os preços das importações de petróleo aumentaram 1,8% em fevereiro, após alta de 0,3% em janeiro.

* Com AE

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