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Moeda norte-americana recuou 0,81% nesta sexta, a R$ 1,6108 para venda, mas teve ganho de 1,85% na semana

O dólar caiu pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira, embora ainda acima de R$ 1,60, refletindo a diminuição da turbulência no mercado internacional após uma semana de intensa volatilidade.

A moeda norte-americana recuou 0,81% no mercado à vista, a R$ 1,6108 para venda.

Na semana, após ter superado R$ 1,65 no momento de maior instabilidade, a moeda teve alta de 1,85%.

Em relação a uma cesta com as principais divisas no exterior, o dólar caía 0,1% às 17h.

Operadores destacaram a tímida oscilação da moeda, em contraste com a montanha-russa do começo da semana. A máxima da sessão foi de R$ 1,6275 e a mínima de R$ 1,6080, com variações inferiores a 1%.

O volume também diminuiu. No mercado futuro, onde se concentra a maior parte da liquidez no mercado de câmbio, o contrato com vencimento em setembro teve 263 mil papéis negociados até as 17h, a uma hora do fechamento, ante 471 mil na quinta-feira e 689,7 mil na terça, dia de maior giro.

"Hoje está sendo um dia de descanso em função da semana. Deu uma trégua", disse o operador da corretora Renascença José Carlos Amado. "A percepção que eu tenho é que esse patamar de R$ 1,61, R$ 1,62, é uma zona confortável."

O clima mais ameno foi garantido pela preocupação menor com a crise na Europa. A venda a descoberto de ações foi proibida em alguns países da região, diminuindo a especulação com ações de bancos, e a Itália anunciou detalhes do plano fiscal que prevê déficit zero até 2013.

Dados relativamente fortes sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos também ajudaram, embora a queda da confiança do consumidor norte-americano ao menor nível já registrado para um mês de agosto tenha manchado um pouco o otimismo.

Mercado ainda sensível

Amado, no entanto, ainda vê o mercado de câmbio vulnerável às notícias internacionais na próxima semana. Para ele, o dólar deve se acomodar e cair lentamente, mas se o cenário piorar novamente, uma alta aconteceria de forma mais brusca.

"O potencial de ganho talvez seja melhor" com uma alta do que com uma queda do dólar, afirmou.

Na BM&FBovespa, os investidores estrangeiros interromperam, ao menos por ora, a redução de suas posições vendidas em dólar futuro e cupom cambial (DDI), mantendo-as em cerca de US$ 15 bilhões na quinta-feira.

Quase toda essa posição está mantida em contratos de cupom cambial, ou US$ 14,6 bilhões. Para Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, essa posição ficaria em desvantagem se "o dólar continuar sustentando tendência de alta e a Selic vier a cair, pois certamente a aposta contava com uma nova alta do juro e dólar em queda."

A taxa Ptax, calculada pelo BC e usada como referência para contratos futuros e outros derivativos, fechou a R$ 1,6157 para venda, em queda de 0,91%.

O Banco Central fez apenas uma intervenção no mercado, com a compra de dólares à vista em leilão às 12h07.

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