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Moeda americana fechou em baixa de 0,22%, para R$ 1,75 na venda; na semana, o dólar perdeu 1,72%

O dólar registrou a quinta baixa seguida ante o real nesta sexta-feira, completando mais uma semana de queda em meio aos ingressos de recursos ao país em busca de rendimentos mais elevados.

Nesta sessão, a moeda norte-americana caiu 0,22%, para R$ 1,7593 na venda. Na semana, o dólar perdeu 1,72%, ampliando a desvalorização no ano a 5,84%.

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Após iniciar os negócios dessa sexta-feira em alta, alcançando na máxima R$ 1,7733 (+0,58%), a taxa de câmbio foi perdendo força pela manhã. Mas voltou a subir no meio do dia, ficando perto da estabilidade durante a maior parte da tarde para finalmente fechar em queda. Na mínima, a cotação desceu a R$ 1,7570, queda de 0,35%.

Segundo o operador de câmbio de uma corretora paulista, entradas pontuais no meio da tarde ajudaram o dólar a firmar queda. "Num dia tranquilo como hoje, sem grandes notícias, prevalece a ideia de que a tendência do dólar no Brasil é de queda", afirmou, lembrando a taxa básica de juros no Brasil, atualmente em 10,5% ao ano, uma das mais elevadas do mundo e, assim, atraindo mais investidores estrangeiros ao país atrás de bons rendimentos.

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O FRA (Forward Rate Agreement) de cupom cambial mais curto, referência para o juro em dólar no Brasil, caía para 1,58% no final da tarde, sinalizando um ambiente de fluxo positivo. Outras moedas de perfil semelhante ao real, como o dólar australiano, também se valorizavam, apesar da queda do euro. Ante uma cesta de moedas, o dólar operava estável.

Para o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mario Battistel, o dólar pode voltar a cair mais na próxima semana caso se mantenha a trégua nas preocupações com a economia global, especialmente com a crise de dívida na zona do euro. "Mas também se piorar lá fora, o pessoal vai aproveitar para dar uma puxada no dólar (para cima). Já caiu muito", disse.

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