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Moeda norte-americana registrou nesta sexta-feira sua oitava queda seguida, e fechou valendo R$ 1,720

O dólar terminou a semana na menor cotação do ano, marcando a oitava baixa seguida frente ao real, em meio ao ambiente mais favorável ao risco no exterior. A moeda norte-americana caiu 0,17%, a R$ 1,720, mesmo com dois leilões de compra de dólar no mercado à vista feitos pelo Banco Central. Esta foi a terceira sessão consecutiva em que o BC atuou duas vezes.

O valor registrado é o menor desde o dia 3 de dezembro de 2009. "O mercado lá fora está com apetite por risco, e isso foi mais forte que os leilões", disse o operador de uma corretora paulista, que pediu anonimato. Mesmo com a agenda fraca, o viés nos mercados externos era favorável a ativos considerados de mais risco, com redução dos temores de uma nova recessão global.

Dados na China ampararam tal visão. As importações do país saltaram 35,2% em agosto sobre o mesmo período do ano anterior, superando a alta de 22,7% de julho e as previsões de 26,1% no mercado. A reação de investidores foi positiva, principalmente porque o número indica fortalecimento da demanda chinesa, considerada um dos principais motores do crescimento global.

Assim, as bolsas de valores nos Estados Unidos subiram, mesmo movimento das commodities e do euro. Moedas de perfil semelhante ao real, como o dólar australiano e o canadense, se valorizaram. A sequência de quedas do dólar no mercado doméstico, a maior desde junho do ano passado, ocorreu mesmo com as compras duplas de dólar pelo Banco Central. Segundo profissionais do mercado, a perspectiva de ingressos de recursos tem prevalecido.

"A gente até esperava que o BC atuasse mais fortemente, comprando mais. Mas os dados lá fora têm vindo melhores e desse jeito está difícil o dólar cair", acrescentou o operador. Analistas do BNP Paribas no Brasil apontaram, em relatório, que "o diferencial no crescimento e o 'carry trade' favorável são dois elementos que amparam essa visão" de força do real.

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