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Moeda norte-americana fechou em alta de 1,31%, cotado a R$ 1,785; na semana, divisa acumula valorização de 3,02%

O dólar fechou nesta sexta-feira no maior nível ante o real desde meados de janeiro, em meio à alta generalizada da moeda no exterior, após dados melhores que o esperado da economia norte-americana , que diminuíram as chances de outra rodada de estímulos por parte do Federal Reserve.

A cautela em relação à Grécia também pesou sobre os negócios, mesmo após o país ter tido sucesso num acordo de dívida com credores privados. A moeda norte-americana fechou em alta de 1,31% a R$ 1,785 na venda, maior nível desde 16 de janeiro, quando fechou a R$ 1,7875.

Na semana, o dólar acumulou apreciação de 3,02%. Ante uma cesta de divisas, a moeda norte-americana saltava mais de 1%, aproximando-se da máxima em 11 meses frente ao iene.

As empresas dos EUA contrataram mais 227 mil trabalhadores no mês passado, informou o Departamento do Trabalho pela manhã, enquanto a taxa de desemprego manteve-se na mínima em três anos, em 8,3%.

Os números somaram-se à lista de dados que destacam a força da economia norte-americana, diminuindo as expectativas de outra injeção de dinheiro no sistema financeiro. Na visão de analistas, essa enxurrada de liquidez é a responsável pela perda de valor do dólar em nível global desde a crise de 2008, e que reacendeu as discussões em torno da guerra cambial.

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou que o governo agirá no mercado de câmbio para impedir uma valorização excessiva do real que prejudique a indústria brasileira.

As preocupações com a Grécia também ecoaram no mercado, segundo o operador de câmbio da Interbolsa do Brasil, Ovídio Soares. No final da tarde, o euro acelerava a queda, enquanto as bolsas de valores em Nova York reduziam a alta, após uma associação de do setor de derivativos dizer que a Grécia provocou um evento de crédito ao utilizar uma legislação que força perdas a todos os credores privados.

A notícia veio após o país concluir uma troca de dívida com credores, afastando por ora o risco iminente de um calote desordenado e abrindo caminnho para a liberação de um resgate internacional de 130 bilhões de euros.

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