Tamanho do texto

SÃO PAULO - O pregão é marcado por um volume reduzido de negócios no mercado de câmbio, como geralmente ocorre às sextas-feiras, mas forte oscilação no preço do dólar

. Vale notar que a moeda não tem força para subir ou cair acentuadamente, ao menos até o momento, e varia "ao sabor do mercado externo", conformou notou o diretor de Tesouraria do Banco Prosper, Jorge Knauer. Há pouco, a moeda americana declinava 0,06% e era transacionada a R$ 1,575 na compra e R$ 1,577 na venda. Na mínima, foi a R$ 1,575 e, na máxima, a R$ 1,585. No mercado futuro, o contrato de julho negociado na BM&F subia 0,03%, a R$ 1,586. No mercado de câmbio externo, o dólar registra queda ante as principais divisas rivais, sob influência da notícia de que a economia americana adicionou 54 mil postos de trabalho em maio, enquanto a taxa de desemprego se situou em 9,1%. Os dados surpreenderam negativamente. Para se ter uma ideia, as previsões oscilavam entre 140 mil e 195 mil novas vagas em maio, contra 244 mil em abril. Para a taxa de desemprego, esperava-se um recuo para 8,9%, e não um aumento. No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho do dólar ante uma cesta de seis divisas rivais, observava depreciação de 0,46%, aos 73,99 pontos, instantes atrás. Por sua vez, o euro avançava 0,63% em relação ao dólar, a US$ 1,457. O índice CRB, que mede o desempenho das commodities, subia 0,18%, aos 348,56 pontos. Knauer ressalta que o mercado, de uma maneira geral, está muito inseguro e confuso com os "discrepantes" americanos que têm sido divulgados e os acontecimentos na Europa. "Os investidores estão buscando um rumo para os ativos. Quando são divulgados dados ruins nos EUA, os agentes começam a pensar na necessidade de maior injeção de liquidez (a exemplo do "Quantitative Easing 2"), o que influencia diretamente a cotação do dólar em relação a outras moedas", explica. (Karin Sato | Valor)

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.