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SÃO PAULO - O dólar registra forte queda, enquanto os investidores seguem especulando quanto ao tamanho da injeção de liquidez que será promovida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a novas medidas que podem ser adotadas pelo governo brasileiro para conter a valorização do real, após as eleições presidenciais

SÃO PAULO - O dólar registra forte queda, enquanto os investidores seguem especulando quanto ao tamanho da injeção de liquidez que será promovida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e a novas medidas que podem ser adotadas pelo governo brasileiro para conter a valorização do real, após as eleições presidenciais. Há pouco, a moeda americana tinha queda de 0,87%, cotada a R$ 1,697 na compra e a R$ 1,699 na venda. Na mínima, foi a R$ 1,698. No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F, que expira hoje, operava com declínio de 0,23%, a R$ 1,701. Já o contrato de dezembro, que agora passa a ser referência, registrava retração de 0,40%, cotado a R$ 1,709. Hoje a cotação do dólar está sendo influenciada pela disputa entre comprados (que apostam na alta do dólar) e vendidos (que acreditam na queda), para a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume), que liquida os contratos de futuros. Segundo dados da BM&FBovespa, até ontem, no mercado futuro de dólar, os estrangeiros estavam vendidos em US$ 5,71 bilhões, o que representa uma pequeno aumento quando aos US$ 5,17 bilhões registrados anteontem. Mas vale lembrar que a cifra vinha caindo nas últimas semanas, indicando que o último pacote de medidas do governo lançado com o objetivo de impedir a valorização do real teve impacto sobre o mercado. Na outra ponta, estão os bancos, que estavam comprados em US$ 4,33 bilhões. Vale lembrar que, na terça-feira, essa cifra era de US$ 5 bilhões. A movimentação também é maior nesta sessão, por conta do feriado de Finados, na próxima terça-feira. Como muitas pessoas viajam, a expectativa é de que o volume de negócios no mercado de câmbio seja muito baixo na segunda-feira. Nesta sessão, os investidores repercutem a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu 2% no terceiro trimestre, em linha com a expectativa do mercado. O dado positivo, entretanto, não foi suficiente para empolgar o mercado. Instantes atrás, os índices Dow Jones e S&P 500 tinham ligeiro recuo. No mercado externo de câmbio, o euro perdia para o dólar e era cotado a US$ 1,3904. (Karin Sato | Valor)

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