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Alta foi de 0,50%, impulsionada pelo maior temor acerca da sustentabilidade da recuperação econômica

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O dólar subiu nesta sexta-feira pelo terceiro dia seguido e voltou a se aproximar do nível de R$ 1,60. No final das transações no mercado interbancário, com alta de 0,50% no dia, o dólar comercial fechou cotado a R$ 1,596. No mês, o dólar acumula alta de 1,08% e desde o começo do ano, queda de 4,09%. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista registrou alta de 0,54% para R$ 1,5955. O euro comercial caiu 0,65% para R$ 2,29.

Grécia e China reacenderam a aversão ao risco nos mercados hoje, provocando queda de preço das commodities (matérias-primas negociadas em bolsa), das bolsas de valores e o tombo do euro com consequente valorização do dólar no exterior e também no Brasil. A tensa renegociação da dívida grega e a desaceleração maior que a esperada do crescimento das exportações chinesas em maio induziram o comportamento defensivo dos investidores diante dos sinais de desaquecimento da economia mundial.

A perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) não deve promover uma terceira rodada de afrouxamento quantitativo, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) titubeia em relação à política monetária, também ajudou a impulsionar o dólar, segundo operadores de câmbio consultados pela Agência Estado. No mercado de câmbio doméstico, a valorização da moeda americana ocorreu com baixo volume de negócios, que refletiu um fluxo cambial pequeno na sessão. O Banco Central realizou um leilão de compra de dólar à vista à tarde, no qual fixou a taxa de corte das propostas em R$ 1,5971 por dólar.

Câmbio turismo

Nas operações de câmbio turismo, o dólar foi cotado hoje a R$ 1,683 na venda e R$ 1,58 na compra, alta de 0,96% no dia. O euro turismo subiu 0,83% para R$ 2,427 (venda) e R$ 2,30 (compra).

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