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Força da moeda norte-americana vem da sequência de dados melhores sobre a economia dos EUA

Depois de uma breve trégua na última sessão, o dólar volta a tomar fôlego no mercado local e sobe nesta quarta-feira. Nas mesas, segue a apreensão com a possibilidade de novas medidas do governo para conter a valorização do real. Por volta das 13h45, o dólar comercial mostrava alta de 0,79%, a R$ 1,814 na venda, depois de fazer máxima a R$ 1,824 (+1,33%).

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Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar com vencimento em abril mostrava valorização de 1,60%, a R$ 1,831. A alta do dólar é fenômeno global, a moeda americana ganha de rivais desenvolvidos e de países emergentes. A força do dólar vem da sequência de dados melhores sobre a economia americana e da postura externada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de que não vê necessidade de novas medidas de estímulo à economia.

Há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,53%, a 80,55 pontos, enquanto o euro caía 0,52%, a US$ 1,301. Entre as moedas emergentes, o rand sul-africano, o dólar australiano e o peso mexicano também perdem para o dólar. De volta ao mercado local, o Banco Central (BC) atualizou o movimento de câmbio no mês até o dia 9 de março. O resultado é um fluxo positivo de US$ 5,108 bilhões, sendo US$ 3,609 bilhões na conta comercial e outros US$ 1,499 bilhão na conta financeira.

A entrada expressiva via conta comercial sugere que os exportadores estão aproveitando a alta no preço da moeda para fechar suas operações. No mesmo período, o BC retirou de circulação US$ 1,214 bilhões via compras no mercado à vista. Assim, há um fluxo efetivo de US$ 3,894 bilhões (fluxo menos atuações do BC). Essa sobra de dólar é absorvida pelos bancos.

Com isso, a posição comprada no mercado à vista sobe de US$ 10,219 bilhões no fim de fevereiro, para US$ 14,113 bilhões. No entanto, é sabido que o BC já enxugou cerca de US$ 7 bilhões via operações a termo (que ainda não foram compensadas formalmente). Tirando da conta essa aquisição, é possível estimar que a posição comprada dos bancos no mercado à vista ronda os US$ 7 bilhões.

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