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SÃO PAULO - O dólar comercial acentua o movimento de alta e opera nas máximas do dia, mas ainda vale menos de R$ 1,70. Por volta das 13h20, a moeda subia 0,47%, a R$ 1,689 na venda.

SÃO PAULO - O dólar comercial acentua o movimento de alta e opera nas máximas do dia, mas ainda vale menos de R$ 1,70. Por volta das 13h20, a moeda subia 0,47%, a R$ 1,689 na venda. Chama atenção o baixo volume negociado, apenas US$ 510 milhões. No mercado futuro, o contrato para novembro, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), recuava 0,11%, a R$ 1,698. O descolamento de preços decorre do fato de o contrato futuro ter zerado as perdas na sexta-feira, depois de o mercado à vista ter encerrado seus negócios. As eleições também estão em pauta no mercado de câmbio. Conforme notou o diretor da Pioneer Corretora, João Medeiros, a percepção era de que se a candidata Dilma Rousseff (PT) ganhasse as eleições no domingo, a chance de algum aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) ou qualquer outra medida de controle do câmbio aumentava consideravelmente. Com a decisão postergada para 31 de outubro, a incerteza continua pairando sobre o mercado. Para parte dos agentes, o governo não deve anunciar nada até a conclusão das eleições. Ainda de acordo com Medeiros, mesmo que se faça alguma coisa e o dólar suba de forma consistente, o aumento de preço pode esbarrar nos dólares dos exportadores, que esperam uma taxa mais atrativa para internar bilhões de dólares que estão sendo mantidos no mercado externo. Olhando agora o câmbio externo, o euro perde fôlego conforme a preocupação com o setor financeiro e o endividamento soberano da região voltam a frequentar o noticiário. A moeda caía 0,7%, para a linha de US$ 1,36. Na semana passada, a divisa testou máximas a US$ 1,739. (Eduardo Campos | Valor)

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