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Moeda americana opera em alta de 0,21% no início desta tarde, cotada a R$ 1,5954

O mercado de câmbio segue pautado pelos compradores nessa volta de feriado. Novamente, quem dita o rumo é o sinal externo, onde o euro perde valor e o dólar ganha de seus rivais. Por volta das 13h20, o dólar comercial apontava valorização de 0,21%, a R$ 1,5954 na venda. Na máxima, a moeda foi a R$ 1,60.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para julho tinha acréscimo de 0,18%, a R$ 1,5975. No câmbio externo, o dólar sobe em função da fraqueza do euro e de dados econômicos melhores do que o esperado, como as encomendas por bens duráveis. Há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,57% a 75,64 pontos. O euro, por outro lado, caía 0,47%, a US$ 1,418.

A preocupação segue com a Grécia, onde todos esperam, agora, a aprovação do plano de austeridade pelo parlamento. Somente com essa aprovação, Fundo Monetário Internacional (FMI) e União Europeia (UE) liberam o novo plano de resgate ao país, estimado em 110 bilhões de euros .

Ainda na região, os bancos da Itália também estão em foco, depois que a agência de classificação de risco Moody's ameaçou rebaixar 13 instituições.

De volta ao mercado local, chama atenção a posição do investidor estrangeiro, que mesmo em meio a tamanha incerteza externa segue com "aposta" recorde na valorização do real. Ao fim do pregão do dia 22, o estoque vendido, que ganha com a queda do dólar, era de US$ 20,886 bilhões, acima do recorde anterior, registrado dia 21, a US$ 20,857 bilhões.

Na semana que vem acontece a formação da Ptax (média das cotações ponderada pelo volume), que liquida os contratos futuros. Comprados e vendidos brigam para trazer a taxa a um patamar que mais conveniente a eles. Nos últimos vencimentos, os vendidos falaram mais algo, independentemente de mau humor externo.

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