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Clima de aversão ao risco marca as transações entre os investidores nesta quinta-feira e moeda norte-americana se valoriza

O mercado amanheceu temeroso quanto à saúde do sistema bancário europeu nesta quinta-feira, que desde a última sessão causa aversão ao risco entre os investidores. Um dos fatores que desencadeou essa preocupação foi a situação do UniCredit, cujas ações despencaram nesta quarta-feira em Milão, após o banco anunciar uma venda de 7,5 bilhões de euros a um preço 43% inferior à cotação do fechamento de terça-feira.

Nesta quinta-feira, os papéis continuam a recuar consideravelmente. Os investidores analisam também a notícia de que a França captou 7,96 bilhões de euros nesta quinta-feira, em uma oferta de bônus com forte demanda. Porém teve de pagar uma taxa de juros mais alta em relação à paga no último leilão semelhante.A maior parte dos títulos vendidos era de dez anos, vistos pelos mercados como referência da confiança do investidor. Investidores exigiram taxa de 3,29% para comprar do governo 4,02 bilhões em papéis, acima dos 3,18% do leilão de dezembro.

Às 9h50, o dólar comercial subia 1,03%, cotado a R$ 1,844 na compra e a R$ 1,846 na venda. O movimento de alta também pode estar atrelado a um ajuste técnico, uma vez que a moeda recuou nos últimos pregões.

No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante seis moedas, tinha alta de 0,64%, aos 80,63 pontos. O euro recuava 0,76% ante o dólar, a US$ 1,284. O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) está vendendo 3 bilhões de euros em bônus a um spread de rendimento quase sete vezes superior ao de uma emissão feita há um ano, depois que as perspectivas para a zona do euro pioraram.

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