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Moeda americana fechou com valorização de 0,55%, para R$ 1,85 na venda; no acumulado da semana, o dólar caiu 0,94%

As preocupações com a Europa ditaram nova alta do dólar frente ao real nesta sexta-feira, em linha com o movimento da moeda no exterior, que ganhou fôlego extra por dados melhores que o esperado sobre a economia dos Estados Unidos.

A moeda norte-americana fechou com valorização de 0,55%, para R$ 1,8509 na venda. Ao longo da jornada, a cotação oscilou entre mínima de R$ 1,8379 (queda de 0,16%) e máxima de R$ 1,8568 -ganho de 0,87%.

No acumulado da semana, o dólar caiu 0,94%.

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A moeda operou perto da estabilidade em boa parte da manhã, mas firmou alta conforme o humor piorou nas praças internacionais, com investidores voltando o foco para os problemas de dívida na zona do euro e temores de que os bancos no continente enfrentem custos mais altos para se recapitalizarem.

"Essa indefinição na Europa vai continuar sendo a pedra no sapato do mercado por algum tempo", afirmou o gerente da Treviso Corretora de Câmbio, Reginaldo Galhardo. "Com isso, a gente vai ter dias de corrida para ativos mais seguros, o que é benéfico para o dólar", acrescentou.

Num sinal da cautela de investidores, o euro chegou a cair a uma nova mínima em 16 meses ante o dólar e em 11 anos contra o iene.

A moeda norte-americana, por outro lado, renovou a máxima em um ano frente a uma cesta de divisas, também amparada por dados mostrando contínua recuperação no mercado de trabalho dos EUA.

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O noticiário da Europa deve novamente orientar o comportamento de investidores na próxima semana. O mercado aguarda um encontro já na segunda-feira entre o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a chanceler alemã, Angela Merkel, para novas discussões sobre como resolver os problemas da região.

Os agentes devem monitorar também novos leilões de bônus de países da região, como a França. O mercado teme que Paris possa perder seu rating "AAA", o que poderia agravar a crise de dívida do bloco e impor ainda mais dificuldades à economia global. 

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