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Às 11h30, dólar comercial subia 1,40%, cotado a R$ 1,689 na venda

O dólar opera com acentuada valorização desde a abertura do pregão. Os investidores estão se ajustando às medidas anunciadas ontem pelo governo para reduzir o ingresso de capital especulativo no país e conter a valorização do real.

Por volta das 11h30, o dólar comercial tinha um ganho de 1,40%, cotado a R$ 1,688 na compra e a R$ 1,689 na venda. No mercado futuro, o contrato de outubro negociado na BM&F subia 1,46%, a R$ 1,701.

Na segunda-feira, o Ministério da Fazenda anunciou duas medidas, que começam a valer hoje. Na primeira, ampliou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) incidente sobre os ingressos externos para mercados financeiros e de capitais, subindo de 4% para 6%.

No dia 4 de outubro, essa taxa já tinha sido elevada de 2% para 4%. A segunda atinge as operações de câmbio feitas por estrangeiros que querem investir no mercado futuro. A tributação dos depósitos de margem, que era de 0,38%, subiu para 6%. Esse depósito de margem é uma exigência que a BM&FBovespa faz para o investidor que quer operar os contratos futuros negociados na BM&F.

Resta saber até quando as mudanças sustentarão a atual taxa de câmbio. Como o dólar tem se desvalorizado em todo o mundo, muitos analistas acreditam que iniciativas individuais dos governos têm alcance limitado.

Além disso, diante do alto juro real brasileiro, investir no país continua sendo muito interessante. É importante ressaltar que a alta do dólar verificada hoje não se deve apenas às medidas adotadas pelo governo.

O cenário externo está colaborando para a desvalorização do real. As commodities estão em queda. Instantes atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, registrava desvalorização de 0,72%. O euro, por sua vez, tinha forte desvalorização ante o dólar, de 0,82%, cotado a US$ 1,3874

Em Wall Street, os índices Dow Jones e S&P 500 registravam alta de mais de 0,7%. A agenda de eventos no exterior é carregada hoje.

Os agentes analisam a decisão do banco central da China, anunciada pela manhã, de elevar as taxas de juro em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa do depósito de um ano sai de 2,25% para 2,50% e a de empréstimo de um ano passa de 5,31% para 5,56%. A medida, que vale a partir de amanhã, visa a controlar a inflação. Vale recordar que, nesta semana, será divulgada uma série de indicadores sobre a economia chinesa, incluindo dados de inflação.

Na Europa, o índice de confiança do investidor da zona do euro perdeu força em outubro. O indicador recuou de 4,4 pontos em setembro para 1,8 pontos neste mês, mostra uma pesquisa divulgada hoje pelo instituto ZEW. Apesar de menos confiantes nos países que adotam o euro, a avaliação sobre a situação econômica atual apresentou melhora, de -6,3 pontos, para -1,1 pontos.

As eleições seguem influenciando pouco o mercado de câmbio interno, mas os agentes estão atentos às pesquisas de intenção de voto. Nesta terça-feira, a Vox Populi divulgou que a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, abriu mais espaço em relação a seu concorrente, o presidenciável tucano José Serra.

Dilma tem 51% das intenções de voto e Serra, 39%. A vantagem de 12 pontos é maior do que a do levantamento anterior, dos dias 10 e 11 de outubro, quando a candidata petista tinha 48% da preferência do eleitorado, ou 8 pontos a mais do que Serra (40%). O levantamento do Vox Populi, encomendado pelo portal iG, foi realizado de 15 a 17 de outubro e envolveu 3 mil eleitores. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos.

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