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Movimento no mercado interno, entretanto, não é tão acentuado quanto no externo; perto das 10h30, o dólar subia 0,63%, a R$ 1,573

O dólar avança nesta quinta-feira, mas o movimento da moeda americana no mercado interno não é tão acentuado quanto no externo. O principal motivo é que a autoridade monetária do Japão atuou no câmbio , a fim de conter a valorização do iene ante o dólar. Além de manter a taxa de juro entre zero e 0,1%, o banco central japonês aumentou o tamanho total do programa de compra de ativos em cerca de 10 trilhões de ienes, para 50 trilhões de ienes.

Também contribui para o aumento do dólar nesta jornada a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de manter a taxa de juro da zona do euro em 1,5%. O Banco da Inglaterra também conservou sua taxa de juro, atualmente em 0,5%.

Por volta das 10h35, o dólar comercial subia 0,63%, cotado a R$ 1,571 na compra e a R$ 1,573 na venda. Na máxima, foi a R$ 1,575. No mercado futuro, o contrato de setembro negociado na BM&FBovespa avançava 0,66%, a R$ 1,583.

No mercado de câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da moeda americana ante seis divisas, tinha um ganho de 1,24%, aos 74,84 pontos. O euro recuava pouco mais de 1% em relação ao dólar, a US$ 1,41. Por fim, a moeda americana operava com forte alta de 3% frente ao iene. Governos de diversos países mostram-se incomodados com a depreciação do dólar ante suas moedas.

Hoje o banco central da Turquia cortou, inesperadamente, sua taxa de juro para o menor nível da história, após uma reunião de emergência. A Turquia agiu para proteger a lira. Em reação às notícias, a moeda turca caiu 2,6% e marcou o nível mais baixo em dois anos, de 1,7386 por dólar. O índice da bolsa doméstica recuou 1,3%.

Ontem, o Swiss National Bank, banco central da Suíça, anunciou medidas para evitar uma valorização ainda maior do franco suíço, que ameaça a estabilidade de preços no país. O objetivo é levar a Libor de três meses ao nível mais próximo de zero possível. Por isso, a autoridade monetária reduziu a meta da taxa de um intervalo entre zero e 0,75% para uma margem entre zero e 0,25%.

Na Europa, a preocupação com o quadro fiscal na Itália e na Espanha está tirando força do euro e, consequentemente, pressionando o Dollar Index para cima. Segundo analistas do mercado, mesmo que o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (EFSF, na sigla em inglês) utilize todos os recursos de que dispõe, só poderá gastar no máximo 340 bilhões de euros, volume insuficiente para socorrer a terceira e a quarta economias europeia, de acordo com matéria publicada hoje no Valor.