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Moeda norte-americana subiu em quatro pregões da semana e fechou a R$ 1,58

O dólar comercial subiu em quatro dos cinco pregões da semana e fecha esse período acumulando alta de 2,12%, maior ganho semanal desde o começo de maio. A alta não é desprezível, mas frente outros pares o real foi uma das moedas que menos perdeu valor na semana, que recebe o título de "a pior semana desde a crise de 2008".

No fim da sexta-feira, o dólar comercial valia R$ 1,587 na venda, alta de 0,37%, o maior preço desde 27 de junho. Na máxima do dia a divisa foi a R$ 1,602.

O dólar australiano, que é uma moeda de commodities como a brasileira, caiu mais de 4% no período, por exemplo. Para o tamanho de queda observada na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o dólar está bem tranquilo, avalia o superintendente de tesouraria do Banco Banif, Rodrigo Trotta. Em outras épocas, certamente veríamos uma disparada de preço.

O Ibovespa caiu 10% nessa semana. A última vez que isso aconteceu foi em novembro de 2008. Naquela ocasião, o preço do dólar tinha saltado mais de 8%. Segundo Trotta, não há dúvida de que essa relativa apatia do real é reflexo das medidas cambiais lançadas na semana passada. A intervenção no mercado de derivativos deixou o câmbio local com liquidez restrita.

Ainda assim, diz o especialista, não tem como o mercado local escapar completamente de tamanha piora de perspectivas da economia americana. Muito menos ignorar os problemas de endividamento que afetam Itália e Espanha.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar pronto ganhou 0,31%, para R$ 1,5849. O volume caiu de US$ 100,25 milhões na quinta-feira para US$ 59,75 milhões no pregão de hoje. No mercado futuro, o dólar para setembro registrava baixa de 0,43%, a R$ 1,5925 antes do ajuste final, depois de subir a R$ 1,6135.

De fato, o ganho de valor do dólar à vista pode ser encarado apenas como um ajuste de preço, já que as cotações no mercado futuro apontam para baixo. O preço sobe no mercado à vista, pois a cotação tinha se descolado do mercado futuro, que no fim do pregão de quinta-feira passou por acentuada alta.

Olhando para frente, Trotta não descarta uma nova rodada de estímulo nos Estados Unidos. Essa nova injeção de liquidez traria os efeitos de sempre: a queda do dólar, a alta das commodities e a melhora nas bolsas. "O humor está muito ruim e não se sabe se agora é a hora de apostar, mas a tendência é ter essa nova rodada de liquidez nos EUA", aponta.

Cabe lembrar que na terça-feira da semana que vem o Federal Reserve (Fed), banco central americano, estará reunido. No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, caía 1,05%, a 74,49 pontos. Enquanto, o euro ganhava 1,35%, a US$ 1,428.

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