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Avanço da moeda norte-americana ficou em linha com valorização generalizada da divisa no exterior

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O dólar no mercado à vista fechou em alta pela terceira sessão consecutiva, acumulando ganho de 2,80% no balcão no período. O dólar comercial encerrou a terça-feira com alta de 1,57% cotado a R$ 1,764 na venda.  O Banco Central ficou ausente das mesas de câmbio nesta terça-feira, após nove sessões seguidas em que a autoridade monetária e o ministério da Fazenda atuaram fortemente por meio de leilões diários e do anúncio de medidas cambiais.

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No fechamento, a moeda à vista no balcão subiu 1,38%, a R$ 1,760, maior valor desde 19 de janeiro, quando fechou cotado a R$ 1,7670. O resultado assegurou uma valorização de 2,56% em março e reduziu a perda acumulada pela moeda no ano para 5,83%. Na BM&F, o dólar spot encerrou com avanço de 1,43%, a R$ 1,7601.

O avanço de preço hoje ficou em linha com a valorização generalizada da divisa norte-americana no exterior em meio ao sentimento de aversão ao risco que derrubou os preços de commodities e as bolsas de valores pelo mundo, inclusive no Brasil. De outro lado, a reafirmação, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, do aviso recente feito pela presidente Dilma Rousseff de que o governo continuará a adotar medidas cambiais tanto no mercado futuro de derivativos quanto no mercado à vista para aumentar a competitividade do País contribuiu para ampliar a valorização local da moeda norte-americana. Mantega advertiu que "o arsenal é infinito".

A proximidade do prazo final, na próxima quinta-feira, para a confirmação pelos credores privados da Grécia de adesão ao processo de reestruturação da dívida do país e preocupações com os efeitos no mundo do corte nas previsões de crescimento da China este ano para 7,5% voltaram a pesar negativamente, gerando apreensão nos mercados.

Além disso, a contração de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no quarto trimestre do ano passado, em comparação com o trimestre anterior, alimentou a desconfiança sobre a capacidade da região de sair da crise. Aqui, a economia brasileira cresceu 0,3% no quarto trimestre de 2011 ante o trimestre anterior, resultando em uma expansão de 2,7% do PIB no ano passado, que ficou dentro das previsões dos economistas.

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