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Moeda dos Estados Unidos fechou cotada a R$ 1,583 na venda

O dólar fechou em leve alta frente ao real nesta quarta-feira, acompanhando a valorização da moeda no exterior em meio à cautela com as perspectivas para a recuperação global. A taxa de câmbio avançou 0,32%, a R$ 1,583 na venda. No mesmo horário, o índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta de divisas, ganhava 0,6%, refletindo a queda do euro abaixo de US$ 1,46.

"O movimento no câmbio está tranquilo, um pouco parado, mas o mercado está refletindo todo esse conjunto de preocupações com a economia dos EUA, com a crise de dívida na Europa...", comentou Mario Paiva, analista de câmbio da BGC Liquidez. As principais bolsas de valores norte-americanas caminhavam para a sexta queda seguida, calcadas na avaliação negativa sobre a economia norte-americana do chairman do Federal Reserve, Ben Bernanke, no final da segunda-feira.

Bernanke reconheceu que a recuperação do país tem mostrado desaceleração, mas não sinalizou que o Fed embarcará em outro programa de estímulo nos moldes do "quantitative easing 2". O índice de volatilidade da CBOE, considerado termômetro da apreensão de Wall Street, subia 3,2%. "Mesmo assim, a alta do dólar é pequena, porque por aqui as perspectivas de fluxo positivo continuam, também por expectativa de que o juro continue subindo", acrescentou.

O consenso do mercado é de que a Selic seja elevada em 0,25 ponto percentual no final desta quarta-feira, aumentando a atratividade das aplicações brasileiras, o que tende a trazer mais dólares ao país e intensificar o fluxo positivo. Em maio, por exemplo, os ingressos líquidos somaram US$ 5,26 bilhões em maio, bem mais que as entradas em abril. No período, o Banco Central incorporou US$ 4,27 bilhões às reservas em compras no mercado à vista.

As entradas de recursos continuaram em junho, com ingressos líquidos de US$ 261 milhões. Nesse período, o BC comprou US$ 913 milhões via leilões de compra. Profissionais apontam que o posicionamento de investidores não-residentes no mercado futuro deve impedir altas consistentes da moeda norte-americana, apesar do cenário internacional adverso. Segundo os dados mais recentes da BM&FBovespa, relativos à véspera, os estrangeiros sustentavam cerca de US$ 20,4 bilhões em posições vendidas nos mercados de dólar futuro e cupom cambial, sugerindo apostas na queda da divisa dos EUA.

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