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SÃO PAULO - Na véspera de um feriado brasileiro e diante da comemoração do Dia de Colombo nos Estados Unidos, o mercado de câmbio também deve ter uma jornada de poucos negócios, a exemplo das bolsas

. Com mínima de R$ 1,663 e máxima de R$ 1,667, há pouco, a moeda americana recuava 0,17%, transacionada a R$ 1,662 na compra e a R$ 1,664 na venda. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar com vencimento em novembro caía 0,20%, a R$ 1,6705. Na sexta-feira passada, o dólar caiu 1,12% e encerrou o dia negociado a R$ 1,667 na venda, menor cotação desde 2 de setembro de 2008 (R$ 1,665). No ambiente externo, o dólar operava praticamente estável em relação ao euro e à libra nesta sessão. Único destaque da agenda nacional, o Boletim Focus, do Banco Central (BC), revelou que os analistas consultados continuam com a previsão de que o dólar estará cotado a R$ 1,75 ao fim deste ano, estimativa sem alteração há três semanas consecutivas. Para o próximo calendário, a moeda americana deve encerrar a R$ 1,80, também sem mudança há três semanas. De acordo com o Focus, em outubro, o dólar deve valer R$ 1,71, e não R$ 1,73, como o estimado anteriormente. Matéria publicada nesta edição do jornal Valor revelou que a reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial terminou ontem sem acordo para resolver a chamada guerra cambial, tema que dominou os encontros neste fim de semana. O comunicado final apenas diz que uma das prioridades daqui por diante será "trabalhar em direção a um padrão mais equilibrado de crescimento global, reconhecendo as responsabilidades de países superavitários e deficitários". As negociações foram transferidas para a reunião de ministros e chefes de estado do G-20 que ocorre na Coreia no fim do mês e em novembro, respectivamente. O FMI, por outro lado, se comprometeu a fazer um exame das cinco maiores economias, incluindo China e Estados Unidos, para apontar como as políticas de cada país afetam a taxa de câmbio dos demais países. (Beatriz Cutait | Valor)

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