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SÃO PAULO - O real continua a se fortalecer, impulsionado pelo fortalecimento do euro no cenário externo

. O movimento está atrelado a um discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que disse que a União Europeia (UE) pode adotar um controle mais rígido sobre os gastos dos governos nacionais para fortalecer a união dos países europeus contra crises causadas pelo alto endividamento. Trichet também levantou a possibilidade de, no longo prazo, a Europa ter um único ministério das Finanças. Para o analista de câmbio da BGC Liquidez Corretora, Mario Paiva, "a poeira da aversão ao risco já abaixando, apesar do sério problema enfrentado pela Grécia". Paiva lembra que a tendência para o dólar continua sendo de desvalorização ante o real e sublinha que a moeda não superou o patamar de R$ 1,65, nem mesmo nos períodos recentes de forte aversão ao risco. Minutos atrás, o dólar comercial tinha queda de 0,75%, cotado a R$ 1,582 na compra e a R$ 1,584 na venda. No mercado futuro, o contrato de julho negociado na BM&FBovespa recuava 0,68%, a R$ 1,593. No mercado de câmbio externo, há pouco, o Dollar Index, que mede o desempenho do dólar ante seis divisas rivais, devolvia parte da perda registrada mais cedo e tinha queda ligeira de 0,11%, aos 74,58 pontos. Por sua vez, o euro subia 0,63% em relação à moeda americana, a US$ 1,444. As commodities operam em alta. Minutos atrás, o índice CRB observava apreciação de 0,45%, aos 347,5 pontos. Nas bolsas de valores, em Wall Street, o Dow Jones recuava 0,34%, aos 12.249 pontos, enquanto o S&P 500 declinava 0,28%, aos 1.311 pontos. O Nasdaq, por sua vez, registrava leve valorização de 0,06%, aos 2.771 pontos. No mercado interno, o Índice Bovespa operava com leve aumento de 0,12%, aos 63.487 pontos. Na agenda de indicadores americana, os investidores souberam que os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos somaram 422 mil na semana fechada em 28 de maio, o que representa queda de 6 mil em relação à leitura de uma semana antes (428 mil, revista). Eles também repercutem a notícia de que os novos pedidos de bens manufaturados nos EUA diminuíram 1,2% em abril, invertendo a direção tomada um mês antes, de avanço de 3,8%. Excluindo transportes, as encomendas tiveram queda de 0,2%. Ainda em abril, os embarques declinaram 0,2% e os estoques aumentaram 1,3%, seguindo incremento de 3,1% e 1,4% em março, respectivamente. Na BM&F, os bancos estão comprados (posição em que o investidor ganha com a alta do dólar) em US$ 15,08 bilhões, considerando os mercados futuros de dólar e cupom cambial (DDI). Na outra ponta, estão os estrangeiros, vendidos (que ganha com a queda da moeda americana) em US$ 20,33 bilhões. (Karin Sato | Valor)

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