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SÃO PAULO - O dólar segue em queda, com a redução da aversão ao risco que dominou os negócios ontem. Por volta das 11h35, o dólar comercial tinha desvalorização de 0,49%, cotado a R$ 1,800 na compra e a R$ 1,802 na venda.

SÃO PAULO - O dólar segue em queda, com a redução da aversão ao risco que dominou os negócios ontem. Por volta das 11h35, o dólar comercial tinha desvalorização de 0,49%, cotado a R$ 1,800 na compra e a R$ 1,802 na venda. No mercado futuro, o contrato com vencimento em julho, negociado na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), apontava queda de 0,90%, a R$ 1,813. Na opinião do economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, "o movimento do dólar é resultado de um ajuste" e, apesar dos temores entre os agentes terem diminuído, o mercado segue reticente com relação à recuperação da economia mundial. "O mercado ainda está digerindo a revisão para baixo do crescimento da China em abril", explicou. "Ninguém vai se posicionar enquanto não ficar mais claro o ritmo de recuperação mundial". Hoje os agentes souberam que o Banco Central Europeu (BCE) emprestou 131,933 bilhões de euros aos bancos da zona do euro em créditos de três meses e a juro fixo de 1%. Porém, segundo Agostini, o entendimento do mercado era de que os bancos europeus precisavam de um volume próximo do dobro disso e um prazo mais longo para pagamento, em torno de seis meses. "Este é outro motivo para seguir cauteloso. A situação ainda é delicada", disse o economista da Austing Rating. De acordo com Agostini, os dados da ADP nos Estados Unidos influenciaram pouco os negócios hoje. O setor privado não agrícola registrou a criação de 13 mil postos de trabalho entre maio e junho. O número foi inferior à expectativa de parte do mercado. "A expectativa dos analistas agora recai sobre os dados oficiais sobre o mercado de trabalho nos EUA, que serão divulgados nesta semana", completou. (Karin Sato | Valor)

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