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Investidores analisam resultados da reunião do G-20 e seguem à espera de novas medidas no câmbio

O dólar segue com ligeira queda, nesta segunda-feira. O movimento pode ser um ajuste, após a alta de 0,41% registrada no último pregão. Por volta das 10h40, o dólar comercial tinha desvalorização de 0,17%, cotado a R$ 1,704 na compra e a R$ 1,706 na venda. No mercado futuro, o contrato de novembro negociado na BM&F registrava leve queda de 0,08%, a R$ 1,707.

Hoje os investidores estão analisando os resultados da reunião do G-20 realizada nos últimos dias. No sábado, o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo anunciou esforços para evitar uma guerra cambial. Os países se comprometeram a não intervir no câmbio a fim de impulsionar suas exportações.

Além disso, foi acordada uma revisão na estrutura do Fundo Monetário Internacional (FMI), que vai conferir maior poder aos países emergentes. Os países ainda se comprometeram a reduzir o déficit em seus orçamentos.

Entre quinta-feira e o último pregão, houve um pequeno aumento na posição vendida (aposta na queda do dólar) dos estrangeiros no mercado futuro, de US$ 6,9 bilhões para US$ 7,18 bilhões. Vale lembrar que os investidores não residentes estavam vendidos em US$ 10,6 bilhões, na segunda-feira passada, quando o governo anunciou o pacote de medidas mais recente para combater a valorização do real.

O mercado segue à espera de novas medidas no câmbio. Com a aproximação do segundo turno das eleições presidenciais, as incertezas quanto a mais intervenções do governo aumentam. Em relatório, os economistas da Prosper Corretora argumentam que, no curto prazo, o câmbio deve seguir um pouco mais volátil.

"Mas mantemos a avaliação do nosso cenário referencial de que a taxa de câmbio feche o final deste ano na vizinhança de R$ 1,70. O fato é que o diferencial de crescimento e a valorização potencial de diversos setores continuarão mantendo ingressos externos pelo segmento financeiro, mesmo que seja em ritmo inferior ao das últimas quatro semanas. No exterior, flexibilização monetária adicional nos Estados Unidos a partir de novembro deve manter o viés de "fraqueza" do dólar", diz o relatório.

Hoje foi divulgado o Boletim Focus, elaborado pelo Banco Central (BC) junto a instituições financeiras. Segundo o documento, a expectativa dos agentes é que o dólar encerre o ano a R$ 1,70. Ao final de 2011, por sua vez, a moeda deve ficar em R$ 1,79.

No mercado de câmbio externo, o euro tem forte alta de 0,75% ante o dólar, cotado a US$ 1,4036. As commodities também operam em alta. Minutos atrás, o índice CRB, que mede o desempenho de uma cesta de commodities, tinha valorização de quase 1%.

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